segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Prefácios do Novo Mundo - Especial Morn.

Bom dia amigos,
Dando continuidade a nosso especial, hoje trago um de nossos personagens mais amados.
Se divirtam com o passado deste amado orc. :D




Especial #2 - O Orc e os Goblins



Ralandar, Reino de Lomatubar, um mês antes da carta.
-Mas que merda de cidade, nada acontece aqui.
-Continua sem sorte Morn? -perguntou o taverneiro.
-Nenhum misero ladrão de mercearia.
O taverneiro deu uma risada, ele gostava da companhia do meio orc. Apesar da cara feia e da fama de mercenário, Morn era muito querido por todos. Filho de uma humana violentada por orcs, Morn sofreu o pior das duas raças, mas isso não o tornou um ser maligno. Após anos vagando pelo reinado, o orc talvez tivesse encontrado em Ralandar a casa que nunca teve, e no velho taverneiro Gin o pai que não tivera, embora as decepções não o deixassem externar isso.
-Se não arrumou serviço, como pretende me pagar? -provocou Gin.
-Eu irei lhe pagar taverneiro, tem minha palavra. -falou sem jeito o meio orc, arrancando novas risadas do taverneiro.
Era uma verdade que havia poucos crimes em Ralandar, mas esses números eram ainda menores após a chegada de Morn à cidade. Talvez o medo do meio orc tenha espantado os poucos ladrões da cidade.
Do lado de fora começou a se formar uma pequena aglomeração na praça central. O orc se dirigiu até lá, alguns abrindo espaço para sua passagem, poucos deles por medo. No centro estava um anão acompanhado de alguns seguranças, provavelmente era algum mercador trazendo alguma bugiganga de Vectora.
-Eu me chamo Dimitri Hastrigof, senhor de Masford, ao leste da Floresta de Espinho. -gritava um dos seguranças enquanto lia um pedaço de pergaminho. -Esta noite um grupo de goblins invadiu minha mansão e roubaram algumas joias muito importantes para minha família. Prometo pagar cinco mil pecas de ouro por joia recuperada e mais cinquenta mil PO para cada uma das cabeças daqueles malditos.
Morn deu um sorriso, aquilo sim era um trabalho, e dos bons.
-Eu aceito sua missão senhor Donatelo. -respondeu o orc.
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Morn já estava seguindo o rastro dos goblins há algumas horas. Aparentemente os ladrões deveriam ser amadores, pois deixaram diversas marcas no local, era mais difícil encontrar um dragão no meio de gnomos do que seguir esses idiotas.
Não demorou muito para o que ele pudesse visualizar uma pequena fogueira em meio aos pinheiros. Sentados ao redor do fogo estavam os três goblins, cada um revirando uma sacola com os "prêmios" de seus furtos.
-Aquela mansão estava bem cheia, tivemos sorte dos guardas estarem dormindo. Não é Bariu?
-Tem razão Topil, eles não tinham nenhuma magia de proteção. -respondeu o mais gordo dos três. -Acho que eles não pensavam que alguém tivesse coragem de invadir a mansão Hastrigof.
-Não sei não. Se aquele anão é tão importante assim, acho que deveríamos ter matado ele. -falou o terceiro.
-Por que você acha isso Tosga?
-Pensem, ele deve ter dinheiro para mandar mercenários virem nos caçar. Temos que ir sair de Lomatubar o quanto antes. -finalizou Tosga.
Os outros dois permaneceram em silêncio, talvez finalmente se dando conta do risco que corriam.
Quieto nas sombras, apenas estudando a melhor forma de atacar, Morn escutava toda a conversa, incapaz de acreditar na sorte que tivera com aqueles idiotas.
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De repente Morn acordou, ele havia pegado no sono enquanto esperava aqueles malditos goblins dormirem. A noticia boa era que eles continuavam ali na clareira e agora dormiam despreocupados.
O orc se aproximou lentamente do grupo, aquela era a chance perfeita. Mas assim que saiu de trás das árvores, o mercenário percebeu seu erro. Apenas dois goblins dormiam, o terceiro era uma pilha de galhos enrolados em um manta.
Neste momento, dois virotes acertaram a perna do orc que caiu de joelhos, mais pelo impacto do que por algum tipo de dor.
-Agora galera, tem um orc gigantesco aqui. -gritou o vigia.
Os outros acordaram assustados. Tosga pegou um galho que estava ao seu lado e bateu na cabeça de Morn, mas aquilo serviu apenas para enfurecer ainda mais o orc.
-Sai dai mano, ele vai acabar nos matando. -gritava Topil enquanto juntava as sacolas repletas de ouro.
Morn estava enfurecido com aquilo. Como ele foi enganado por criaturas tão ridículas? Ele ia matar os três enforcados com as próprias tripas. O orc se levantou, pegou seu machado e investiu em direção aos goblins que corriam desesperados em direção à floresta.
-Ele é muito grande, vamos usar os tuneis. -falou Bariu
Dito isso, o trio de ladrões saltou para dentro de um pequeno buraco onde mal passava a perna de Morn. Dentro do túnel os pequenos goblins provocavam o gigantesco orc.
Mas ao invés de se irritar, o orc parecia feliz com a situação. Ele largou seu machado, puxou sua mochila e retirou duas pequenas bolas negras e as acendeu com uma tocha, no rosto um largo sorriso demonstrava o que ele estava prestes a fazer. Os goblins começaram a correr desesperados, mas não tinha como escapar.
Morn largou as duas bombas dentro do buraco e se afastou um pouco. A explosão foi imensa e todo o túnel foi destruído por quilômetros. Mas então uma lembrança veio à cabeça do orc:
-Merda, eles estavam segurando as joias.
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-Você é idiota por acaso? -gritava o anão. -Eu lhe contratei para matar aqueles goblins e não para destruir meus tesouros.
Morn permanecia em silêncio, como ele tinha sido tão idiota, o serviço era fácil.
-Olha aqui orc, eu vou acabar com a sua vida, nunca mais você ira arranjar um serviço neste reino. Esta me ouvindo? Nunca mais. -finalizou o anão.
O orc apenas abaixou a cabeça, se já estava difícil arranjar emprego antes, imagina agora que ele havia irritado um dos homens mais ricos do reino de Lomatubar. Talvez fosse hora de deixar a cidade.
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-Malditos goblins, são piores que ratos. Por que diabos os deuses inventaram essa raça? -resmungava Morn pela terceira vez.
O taverneiro apenas escutava triste a história. Ele sabia que a situação ficaria difícil para Morn agora que o Hastrigof queria vê-lo longe de Lomatubar.
Foi quando um gnomo entrou na taverna e se dirigiu até o orc com uma carta. Morn pegou a carta e a leu. Um sorriso brotou em seu rosto, aparentemente eram boas noticias.
-Ragnar me rolou bons dados hoje. -falou dando um tapa no balcão. -Taverneiro mais uma caneca pra mim, e trás um hidromel pro meu amigo gnomo.

O gnomo já havia saído na mesma velocidade que entrara, mas o taverneiro sabia que Morn não havia notado isso, ele estava muito feliz com a noticia que recebera. Gin sabia que seu "filho" iria embora e em seu peito algo lhe dizia que não era coisa boa. Mas os deuses sabem o que fazem, eles devem ter um plano para cuidar de Morn.

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