quarta-feira, 24 de julho de 2013

Batalhas do Novo Mundo #16



Livro 1 - Conspiração
Arco III - A Bela e o Prisioneiro
Cap. 16 - Mais Um


Bosques de Farn, terceira hora do segundo sol.
Gwenh abriu os olhos devagar, estava no meio de uma floresta e o segundo sol estava no céu. Seria realmente possível que ele tivesse dormido quase um dia inteiro? Sua cabeça estava doendo muito, sua ultima lembrança era das serpentes atacando o grupo, uma forte explosão de luz e de perder seus sentidos. O elfo tentou se sentar, mas o corpo não respondia aos comandos do cérebro. Isso era um problema sério.
-Ei Laurëa, ele acordou. -gritou a voz de Thargon, aparentemente ele estava na sua frente.
-O que aconteceu? Não estou conseguindo me mexer. -falou o elfo, mas sua voz saiu fraca demais, ou seriam seus ouvidos que não estavam funcionando?
O minotauro se aproximou, pegou Gwenh no colo e colocou-o sentado encostado em uma árvore. Eles estavam em uma pequena clareira, havia uma fogueira onde assavam algum animal, provavelmente um cervo. Laurëa estava do outro lado, lendo um antigo livro, enquanto Thargon verificava os ferimentos do elfo.
-Seus ferimentos já haviam cicatrizado ontem, então esta tudo ok com você.
-Ontem? -perguntou Gwenh. -Me contem tudo o que aconteceu, por favor.
-Laurëa lançou uma magia para derrotar as serpentes e nos dar uma vantagem de fuga. Só que quando percebemos você também havia sido atingido e estava inconsciente.
Laurëa fechou seu livro com violência e caminhou em direção à dupla, sua cara não era de alguém preocupada com seu amigo. Se fosse o que ele estava pensando, o problema seria muito pior.
-Eu já expliquei como a Explosão de Luz funciona Thargon, ela não "atinge" as pessoas simplesmente. -sua voz parecia perigosa. –Ela só afeta seres malignos, caóticos ou que nutram algum tipo de ódio. Quanto mais forte for esse sentimento, maiores serão os efeitos do ataque. A pergunta é: por que você foi atingido elfo?
Gwenh respirou fundo, devolveu a Laurëa o mesmo olhar desafiador e respondeu com toda a calma que conseguia no momento.
-Como você mesma disse, eu sou um elfo. Você não consegue compreender o ódio que eu tenho por tudo que aconteceu com minha raça, você não sabe o que é ser tratado como lixo pelos outros povos e nem mesmo ter para onde voltar. E outra, você deveria ter pensado em seus companheiros antes de usar uma magia tão perigosa.
O elfo encarou os olhos da clériga esperando sinceramente que sua explicação fosse o suficiente, mas em nenhum momento ela fraquejou.
-Entendo o ódio que você sente pelo que aconteceu com sua raça. -sua voz tinha certo tom de desdenho. -Mas isso não é o suficiente para você ter apagado por dois dias.
-Pois pra mim já esta bom. Cada um teu seus próprios sentimentos e motivos para os mesmos. -falou Thargon. -Não adianta ficarmos brigando aqui.
-Ok, exagerei um pouco. Não posso ser tão inocente de pensar que todas as pessoas são puras de coração.
Gwenh respirou aliviado, ao menos isso estava resolvido. Mas dois dias desacordado? Isso era tempo demais, logo ele que no treinamento sempre foi o mais resistente contra magias. Essa clériga tinha muito potencial, talvez até mesmo maior que o de Vëon. Estava ficando interessante mais uma vez.
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Antigo templo de Sszaass, segunda hora do primeiro sol.
Gwenh já estava caminhando normalmente e o grupo decidiu tentar entrar novamente no templo. Dessa vez eles já estavam preparados para o que os aguardava. Mas ao se aproximarem do templo o elfo notou que algo ali não estava igual.
-Alguém esteve aqui além de nós. -falou apontando para alguns pilares destruídos
-Aconteceu uma luta aqui fora. -falou Laurëa olhando para os lados. -Ela começou lá dentro e terminou aqui.
Será que mais alguém estava atrás deste rubi? Gwenh se lembrou do vilarejo de Koonji e o lobisomem, se ele não estava enganado o cultista também procurava por um dos rubis. Se isso tivesse alguma relação, eles estariam com sérios problemas.
-Vamos esperar até a hora esmeralda. -falou Thargon. -Se ninguém aparecer nós entramos.
Pela primeira vez Gwenh foi obrigado a concordar com o minotauro.
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-Cansei de esperar, ninguém vai aparecer aqui. -falou Thargon claramente irritado.
Os companheiros entendiam o sentimento do minotauro. O céu já perdia o tom verde e mergulhava no laranja do segundo sol. Eles estavam perdendo tempo ali.
-Ok, vamos entrar. -determinou o Gwenh enquanto sacava sua espada.
Logo que entraram no templo, o grupo já teve sua primeira surpresa. Tudo estava iluminado com tochas colocadas em todas as paredes de modo que não sobrasse nenhuma sombra. No chão havia corpos de serpentes mortas em combate. Quem quer que tenha entrado era muito bom.
Quando entraram no salão principal um lobo começou a latir para eles. Thargon não sabia se deveria rir ou se defender, mas Gwenh não achou engraçado, era muita coincidência encontrar com um lobo ali, será que sua desconfiança estava certa?
-Calma elfo, não é o que você esta pensando. -falou uma voz conhecida
Gwenh olhou em direção ao altar, lá estavam sentados dois vultos. O primeiro era de um humano magro e baixo, seu cabelo era longo e suas roupas eram rasgadas e estranhas. O segundo vulto era alto, forte e musculoso, mas Gwenh já conhecia esse.
-O que faz aqui orc? -perguntou com um sorriso no rosto.
Morn se levantou e caminhou em direção ao grupo. O humano vinha logo atrás.
-O Caesar me mandou ir buscar esse cara em Trebuck. -disse o orc apontando para o humano. -Ele se chama Arrow, e é um druida de Allihanna. Aquele ali é o lobo de estimação dele, se chama Lobo. -falou com uma risada.
-Na verdade eu me chamo Arwen. -falou o druida. -Ouvi falar de você Gwenh, mas onde estão Jacques e Vëon?
-É verdade. -gritou o orc. -E quem são essas duas?
-Eu sou macho. -respondeu o minotauro de mau humor. - E me chamo Thargon.
-Ah, me desculpa. Boi é que tem guampa né, vaca não. -respondeu o orc de maneira sarcástica, mas dessa vez até mesmo Gwenh riu. -Mas chega de papo, não tem rubi aqui, mas encontramos algumas pistas.
-Como? -preguntou Laurëa.
-Calma pequena, somos amigos. -brincou Morn. -Mas voltando, descobrimos que o rubi esta na Montanha do Dente do Dragão. Isso fica há três horas daqui.
-Então vamos, estou cansado de ficar parado. -falou Thargon incrivelmente irritado.

Gwenh riu novamente, já era a segunda vez no mesmo dia, isso não era normal para ele. Mas deixando esse sentimentalismo de lado, agora com o retorno de Morn o grupo voltava a ficar interessante. O jogo recomeçou e ele sentiu vontade de jogar.
Continua...
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N/R: Morn voltou galera \o/

Ta, brincadeiras a parte, o capitulo 16 está ai para vocês.
Na segunda sai o capitulo 17 onde vocês vão conhecer um de meus personagens favoritos.

E na quarta sai o meu capitulo favorito, o grande responsável por BdNM existir. Foi o capitulo que eu escrevi como "piloto" e mostrei para a Caroline. 

Então aguardem, semana que vem será muito boa para quem acompanha BdNM.

Abraços

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