quarta-feira, 3 de julho de 2013

Batalhas do Novo Mundo #11



Livro 1 - Conspiração
Arco II - Mercado dos Goblins
Cap. 11 - Pistolas e Morte



Alameda das mentiras, quinta hora do segundo sol.
Gwenh já estava desistindo, nem mesmo na pior zona da cidade ele conseguiu informação sobre o tal Rubi da Virtude. Ele precisava pensar seu próximo passo, talvez fosse mais fácil partir em direção a Valkaria e lá tentar algo.
O elfo entrou na taverna, talvez lá conseguisse algo. A taverna estava praticamente vazia, apenas o taverneiro orc, alguns goblins mercadores conversando sobre a baixa nas vendas, um anão cantando musicas élficas e no fundo da taverna um grupo bem espalhafatoso de quatro bêbados.
Ele se sentou próximo ao taverneiro e puxou assunto:
-Yo velho orc, como anda o movimento?
-Anda fraco amigo, principalmente porque este grupo de baderneiros apareceu aqui. Estão espantando todos os meus clientes.
-E a milícia?
-Na alameda da mentira? Isso aqui e terra de ninguém. Tanto que até explodiram o muro durante a noite. -falou o orc.
O elfo permanecia sério e pensativo, com certeza não encontraria respostas ali.
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Jacques acordou desesperado, novamente sonhara com a batalha contra o lobisomem de Koojin. Sentado no sofá estava Thargon lhe encarando.
-Pesadelo ruim esse seu, ladino. -falou o minotauro. -Acordei com seus gritos.
-Sonhei com uma luta difícil que tivemos em Koojin, ela quase custou minha vida. -respondeu o ladino. -Mas se você também foi contratado pelo Caesar, por que você não estava nessa missão?
-Não recebi essa missão, a carta mandava encontrar vocês no Mercado dos Goblins apenas.
A dupla ficou se encarando por alguns minutos. Jacques ainda não sabia se deveria ou não confiar no minotauro. Thargon tomou a iniciativa.
-Vamos nos mexer. Ainda temos três horas antes do breu, vamos aproveitar para buscar informações sobre os outros dois.
O minotauro pegou seu machado e saiu pela porta. O ladino sabia que esse era o certo, procurar por Vëon e Gwenh, e juntos encontrarem o rubi que procuravam. Mas algo lhe dizia que o dia não iria terminar bem.
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Praça central, quarta hora do segundo sol.
Vëon estava apreensivo, fazia quatro horas Gwenh tinha saído e até agora nem mesmo um sinal do elfo. Lothar permaneceu dentro de sua barraca a tarde inteira, enquanto ele ficou ali sentado no meio da praça.
De repente uma movimentação começou próxima a barraca do anão. Alguns seguranças entravam e saiam correndo, como se estivessem às portas de um ataque inimigo. Vëon não sabia se deveria ou não se aproximar, resolveu esperar onde estava.
Não demorou para que Lothar aparece-se, vestindo uma longa capa verde e com duas lanças nas mãos. O anão se dirigiu até o feiticeiro.
-Me desculpe senhor Vëon, mas não tenho tempo para explicar. -o anão parecia nervoso. -Preciso que o amigo me acompanhe até a alameda das mentiras, algo muito ruim esta para acontecer.
Vëon conseguia sentir o desespero do mercador. Seria algo relacionado com Gwenh? Algo dizia ao gênio que ele precisava acompanhar o anão. Isso era urgente.
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Alameda das mentiras, sexta hora do segundo sol
Gwenh permanecia bebendo próximo ao balcão. A taverna estava deserta, apenas o elfo e o estranho grupo permaneciam lá dentro. Uma claridade vermelha entrava pelas janelas, demonstrando que o céu entrara na hora de sangue.
-Que maravilha de céu, não acha elfo?
Gwenh tomou um susto com a pergunta, do seu lado estava um humano alto com um longo cabelo trançado, na cintura estavam duas pistolas de pólvora. O elfo não havia percebido a aproximação dele, e muito menos o notado ao seu lado. Pela cara do taverneiro, o velho orc também estava surpreso.
Entretanto não eram as pistolas e nem mesmo a frieza na voz do estranho que chamava a atenção do elfo. Gwenh não conseguia tirar os olhos do estranho cabelo do humano, ele tinha varias tonalidades, algo mais comum para um elfo ou para um...
-Algum problema com meu cabelo? -perguntou o humano.
Pela primeira vez Gwenh visualizou os olhos daquele homem. Aquilo deixou o experiente apavorado, aqueles olhos amarelos e felinos transmitiam uma frieza e crueldade capaz de matar apenas com um olhar. Não tinha erro, ele não era humano.
O elfo olhou para a mesa onde estavam os companheiros do humano e percebeu que todos prestavam bastante atenção na conversa com leves sorrisos no rosto. O clima estava complicado para o lado dele, Gwenh precisava de tempo.
-Grupo estranho esse seu. Sempre achei que a sua raça preferisse apenas puros sangues. -falou o elfo.
-Não sei do que fala elfo. -respondeu o humano de modo desdenhoso. -Sou um simples humano pistoleiro de Valkaria. Meu nome e K. Adranoch, muito prazer senhor Gwenhwyfar.
O elfo se levantou e partiu em direção a rua. Ele tinha que sair dali, talvez na rua tivesse alguma chance de se misturar com os pedestres. Os demais participantes do grupo se levantaram e caminhavam em direção à saída.
-Não é educado virar as costas para alguém que puxa assunto com você. -falou K enquanto bebia uma caneca de cerveja.
Neste momento a porta da taverna se abriu e Gwenh não acreditou no que via, na sua frente estava um imenso minotauro e atrás dele estava o jovem ladino Jacques.
-Precisando de ajuda caro amigo? -perguntou o minotauro
-Está tudo bem, agora que vocês chegaram podemos ir juntos buscar Vëon e sair da cidade. -respondeu Gwenh
Thargon percebeu a apreensão na voz do elfo e no pesado clima que tomava conta da taverna.
-Ei, isso são pistolas? -falou Jacques. -Eu sempre quis uma, onde você comprou? Posso vê-las?
-Mas é claro meu jovem. Eu comprei uma em Smokestone e a outra ganhei em um duelo contra um pistoleiro arcano. -respondeu K com um sorriso no rosto, mas seus olhos estavam focados em Gwenh.
Os companheiros do pistoleiro começaram a rir, somente neste momento Thargon e Gwenh perceberam o quão próximo eles estavam. Isso não estava bom, eles tinham que sair dali o quanto antes.
-Sabe jovem ladino, estas pistolas são apenas ferramentas, assim como as manoplas da Dalian e as espadas de Galiel. -disse K apontando para seus companheiros. -Elas não servem para nada se não tiver o Poder necessário. Vou lhe mostrar.
Poder? Aquelas palavras acertaram Gwenh com incrível força, eles já haviam ouvido esse discurso antes e as lembranças não são boas. Eles não tinham mais escolha, precisavam fugir.
Mas ele não teve tempo suficiente. Antes que as palavras saíssem de sua boca, duas explosões saíram das perigosas pistolas de K. Thargon deu um urro de raiva e indignação, Gwenh estava paralisado e incrédulo. Os demais membros do grupo gargalhavam e aplaudiam.

E na frente de todos caia morto o jovem ladino.
Continua...
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N/R: Conforme prometido, ai esta o capitulo inédito de quarta-feira. :D

E como eu disse que iria acontecer, mudou completamente o rumo da história.

Semana que vem BdNM volta com os últimos dois capitulos do arco Mercado dos Goblins. 

Dia 15/07 já estréia o 3º arco de BdNM, o maior de todos os 6 arcos deste primeiro livro. Nele vocês irão conhecer 3 personagens que são muito importantes na história. Mas isso eu deixo para contar outra hora.

Se preparem, pois a história vai decolar agora.

Abraços

19 comentários:

  1. Esse final foi perfeito.
    Eu visualizei a cena na minha cabeça. Um homem caindo lentamente enquanto outros dois se deleitam.
    Parabéns!!!

    Despertou curiosidade para o próximo capítulo.

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    1. Realmente dá pra imaginar essa cena direitinho e adoro quando isso acontece. Gosto de ler e imaginar tudo, tudo!

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    2. Muito obrigado pelos elogios, ainda hoje já sai o capitulo 12. :D

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    3. Valeu Flavio!
      Além de tudo tem compromisso com os leitores.

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  2. Achei esse nome bastante criativo: ALAMEDA DAS MENTIRAS.

    (:

    http://ymaia.blogspot.com.br/

    Continue, tens futuro...

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    1. Me peguei pensando muito nesse nome, sério!
      Demais!

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    2. O Mercado dos Goblins é uma area sem lei, e qual nome melhor para a avenida principal do que Alameda das Mentiras?? hahahaha

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    3. rsrsrsrs
      Concordo. Isso é bem profundo.

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  3. É você quem escreve Flávio ?
    Fiquei curiosa, rsrs.

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    1. O BdNM é uma obra minha sim, eu estou escrevendo ela desde abril, e ja tenho 25 capitulos prontos (embora eu ja tenha em minha cabeça o final).

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    2. Flavio, 25 capítulos é um número expressivo de capítulos. Nunca pensou em mandar para uma editora?

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  4. Entrei hoje aqui no blog então acho que peguei a história do meio não é ?
    Vou voltar aqui umas postagens para acompanhar tudo direitinho, mas dessa parte eu fiquei muito curiosa para saber tudo!

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  5. Eu também gostei do nome da Alameda.
    Que bom que morreu o que eu não gosto. o/
    Se fosse o Morn ou o Thargon teríamos problemas. u.u
    Bom de mais. ^^

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    1. haha
      A gente acaba se apegando aos personagens e não queremos que eles morram.

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  6. Embora não gostasse Jack (intimidade detected), ele não deveria ter morrido... Tudo bem Haag,sei que ele não morreu e ele ressurgirá como uma fênix, mas 'morreu' bem..fracos não merecem glória..HAHAHA

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    1. Jack?? oO hahahaha

      Realmente, morrer não ira, afinal este é um mundo onde com amigos influentes ou um pouco de dinheiro você consegue até mesmo superar a morte.

      Mas digamos que ainda tem algo que vai surpreender vocês.

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    2. Senti um mistério no ar. Gosto disso.
      Essa ideia de "ressuscitar" o personagem é uma boa jogada.

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  7. Esse é um gênero que conheço pouco. Mas estou começando a gostar.

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  8. Recentemente eu li os dois livros da saga Julieta Imortal e curti. O segundo, ROMEU IMORTAL, principalmente.
    Já leu algum desses, Flavio?

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