segunda-feira, 10 de junho de 2013

Batalhas do Novo Mundo #07

capitulo anterior


Livro 1 - Conspiração
Arco I - Vilarejo Koonji (ultimo capitulo)
Cap. 07 - Çaesar



Mansão do conde Brins, quarta hora do segundo sol.
O dia já estava terminando, porém os acontecimentos da noite anterior permaneciam sem explicação.
Jacques conseguiu chegar vivo na mansão graças aos cuidados de Morn. Ele foi levado às pressas para a sala da equipe médica e já estava dormindo o dia inteiro, mas pelo menos iria viver. Morn e Gwenh também foram cuidados pela equipe médica, mas seus ferimentos não eram tão graves quanto os do ladino, e agora estavam tentando interrogar o antigo conde Marzaler, líder dos cultistas.
Vëon estava na varanda, tentando processar todas as informações do dia. O conde Brins ficou muito surpreso quando viu Marzaler ser trazido pelos aventureiros, pois acreditava que ele havia sido morto pelos paladinos assim como sua família fora.
Todos haviam tentado obter informações de Marzaler, Vëon utilizou métodos mágicos e agora Gwenh e Morn tentavam "persuadir" o cultista através de métodos nem um pouco ortodoxos, mas sem resultado. O antigo conde até contou sobre seu plano de vingança e a adoração as criaturas de Megalok, mas em nenhum momento falou sobre quem era Kally ou sobre o "verdadeiro poder".
-Não adianta, ele só resmunga sobre a vingança dele. -disse Morn enquanto limpava as mãos. -Parece que ele nunca ouviu falar deste tal Kally, e em alguns momentos até acreditei nele.
-Não se lembra. -pensou Vëon, para depois falar- Acho melhor deixarmos assim, não acredito que este "pai do poder" queira destruir o vilarejo, isso foi apenas vingança pessoal do Marzaler.
-Eu também acredito nisso. -falou o conde Brins enquanto se dirigia ao grupo. -Irei considerar o trabalho de vocês como finalizado, e para comemorar gostaria de convida-los para um banquete e depois iremos acertar o pagamento.
-Perfeito, banquete e ouro, estamos falando a mesma língua. -comemorou o orc, mas de repente ele parou como que procurando algo- É apenas a minha fome ou esta ficando calor aqui?
-Realmente a temperatura aumentou demais. -comentou Gwenh.
No mesmo momento um forte trovão explodiu no céu e uma tempestade começou do lado de fora, mas ao chegarem à varanda todos se impressionaram, o solo estava branco e do céu caia uma fraca neve. Neve nas Sanguinárias?
Foi quando a campainha tocou e trouxe todos de volta a realidade. Rapidamente um dos mordomos correu até a porta e a abriu. Do lado de fora estava uma criatura muito peculiar. Era velho e com uma longa barba, beirava os 80 ou 90 anos, mas aparentava uma saúde impecável. Pelo seu tamanho era difícil definir sua espécie, parecia um anão, mas poderia ser apenas um humano bastante velho. Ele utilizava um gigantesco chapéu verde limão e uma camiseta preta com uma grande boca vermelha com a língua para fora, havia algumas palavras escritas em algum idioma desconhecido. Nas mãos o velho segurava estranhas pedras, cada uma com vinte lados e símbolos. Ele se aproximou do grupo e disse:
-Que tempo caótico esse, Khalmyr deve estar dormindo e Nimb se divertindo.
-Me desculpe, mas quem é o senhor? E o que faz em minha casa? -questionou o conde Brins
-Oh, vocês ainda não me conhecem. -disse o velho se sentando na poltrona e pegando o chá da mesinha. -Meu nome é Çaesar, e eu sou a causa de todos estarem aqui, fui eu que lhes enviou as cartas. Mas acho que precisamos esperar a chegada de nosso ladino. Querem um chá?
-O Jacques esta em estado grave, não creio que ira se levantar tão cedo. Acho que podemos...-falava Vëon, mas acabou interrompido pela entrada de Jacques na sala.
-Tenebra que me carregue. O que você faz de pé ladino? -gritou Morn
O jovem fez uma cara de confuso e simplesmente sacudiu os ombros.
-Bom, deixemos isso para depois. Estou com um pouco de pressa. -falou Çaesar. -O vilarejo precisava ser salvo e eu precisava testar se vocês eram bons, respondida sua pergunta senhor Vëon? Sim eu conhecia cada um de vocês senhor Jacques. E claro senhor Morn, pode pegar o pernil.
Todos estavam em silêncio, o velho havia respondido todas as perguntas antes mesmo de ouvi-las. Será que ele...
-Não, eu não sou um deus senhor Gwenhwyfar, e não, eu não admitiria se fosse. Confuso não? - falou o velho olhando para o elfo. -Vamos ao que interessa, eu tenho uma missão para os senhores, eu quero que vocês me consigam um dos vinte Rubis da Virtude.
-Espere, aqueles Rubis da Virtude? -questionou Vëon. -Os mesmos Rubis do Paladino de Arton?
-Ah, o senhor conhece a historia do Paladino Sagrado que tentou se tornar um deus através da força. Mas vocês sabem a verdadeira história? -começou Çaesar.
"Há muitos séculos os deuses disputavam o controle do panteão, então Sszaass, o Deus da Traição, convenceu os outros deuses a colocarem uma parte de seus poderes dentro de pequenas gemas iguais e que elas fossem divididas entre todos os deuses de modo que nenhum soubesse com que estava sua respectiva pedra.
Mas o deus da traição tinha outros planos, e durante os anos seus cultista reuniram todos os vinte rubis. Mas antes que Sszaass conseguisse completar seu plano os deuses descobriram a traição, e liderados por Khalmyr eles caçaram os cultistas e baniram o traidor do convívio dos deuses.
Porém os rubis eram invisíveis aos olhos dos deuses e ficaram perdidos ao longo dos anos. Até que um necromante os encontrou e incrustou-os no corpo de seu amigo morto, com o poder dos vinte deuses, este morto voltou à vida e recebeu o nome de Paladino de Arton. Porém ele não conseguiu suportar o poder dentro de seu corpo, e se aproveitando disso Sszaass bolou um plano para regressar ao panteão.
O Paladino se tornou maligno e almejou o trono de Khalmyr como líder do panteão. Mas Khalmyr não era capaz de enfrenta-lo, pois o Paladino continha o poder te todos os deuses. Para isso, os deuses precisaram reunir novamente seus poderes em apenas uma pedra, o vigésimo e primeiro rubi, incrustado na Holy Avenger, a espada mais poderosa de toda a história. Mas para reunir esse poder, eles foram obrigados a aceitar o retorno de Sszaass como um dos vinte deuses maiores.
E assim o Paladino foi destruído, Sszaass foi perdoado e as pedras se perderam ao redor do reinado. Essa é a história dos Rubis da Virtude."
-Linda história, quase chorei. -falou Morn- Onde entramos?
-Eu sou um colecionador, eu quero um destes rubis em minha coleção. E preciso de poderosos guerreiros para conseguir isso para mim, caro orc. Ai vocês entram, pago um milhão de PO para cada um. Aceitam ou não este trabalho?
-E por onde começaríamos? -perguntou Gwenh
-Boa pergunta, tenho a informação de que um deles foi visto no Mercado dos Goblins. -respondeu Çaesar com um sorriso no rosto.
-Mas que sorte, isso fica a dois dias de viagem daqui. -bradou Morn.
-Oh, que sorte a nossa. -riu o velho- Então posso considera-los contratados?
Todos trocaram um rápido olhar e assentiram com a cabeça. O velho sorriu, levantou da cadeira e se dirigiu a porta. Antes de sair ele se virou e disse:
-Ótimo, nos veremos em breve na casa de um velho amigo meu, tenho certeza disso. Espero que todos estejam vivos ate lá.
Dito isso se virou e bateu a porta á suas costas.

Na rua a neve já havia desaparecido e os trovões parado, mas o calor permanecia.

Continua...
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N/R: Terminamos o primeiro arco de BdNM \o/
Semana que vem já começa o segundo arco, chamado de Mercado dos Goblins. Muita coisa vai acontecer a partir de agora com nossos aventureiros.

Sobre a historia que o velho Çaesar (le-se Siaezar, mas é que do outro modo ficou mais "bonito visualmente") contou dos Rubis da Virtude, essa história esta disponivel para quem quiser ler ela em HQ.

Na verdade essa é a historia de Holy Avenger, a HQ brasileira baseada em Tormenta. Eu já falei sobre ela em um Itadakimasu, é só clicar aqui.

Quem tiver curiosidade em ler a HQ, é só clicar nos seguintes links: HA1-5  -   HA6-10  -  HA11-20  -  HA21-30  -  HA31-36  -  HA37-40+41/42    (agradecimento ao pessoal do Taverna do Elfo e do Arcanios que divulga o RPG no Brasil, e que reprisa BdNM nas quartas).

Voltando ao nosso blog. Eu sugiro que quem tiver a chance de baixar as HQ's e ler, faça isso. Alem de terem uma boa leitura, pois a historia é otima, vocês tambem vão conseguir formar um pouco a imagem do cenario de Arton, e por consequencia, de BdNM.

Por hoje é só pessoal.

Até semana quem vem, na estréia do novo arco de BdNM: Mercado dos Goblins.

Abraços
Haag

6 comentários:

  1. Çaesar me lembrou o Mestre dos Magos.
    "E claro senhor Morn, pode pegar o pernil." só ele mesmo para nesse momento pensar em pernil.
    Só eu acho que eles vão acabar indo atrás de todos os Rubis da Virtude?

    Quero o próximo Haag.

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    1. É como eu te falei, o Morn é um dos meus favoritos.
      Eu tento usar ele para dar um toque de humor, mas tambem sendo aquele personagem confiavel. Que esta rindo, mas que nunca abaixa a guarda.
      Essa parte do pernil é uma das minhas favoritas.

      Vem agora o Mercado dos Goblins e muitas surpresas. hahaha

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  2. Concordando com Caths, o Çaesar parece muito o mestre dos magos mesmo...
    De primeira, achei ele bem folgado...Entra, senta na poltrona e pega um chá, velho folgado... mas depois que vi o quão 'poderoso' ele é, enxerguei ele com outros olhos... muito estilo Mestre dos Magos mesmo, que tem um 'poder' foda, mas pede pros outros fazerem as coisas.

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    1. Çaesar é um dos meus personagens favoritos.

      Posso garantir que ele é muito interessante e "poderoso". Mas nunca imaginei ele como o Mestre dos Magos. hahahahahaha

      O Mercado dos Goblins vai mudar tudo o que vocês pensam. :P

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  3. Parabéns pela sua escrita. Infelizmente eu apareci aqui no blog há pouco tempo e não consegui me encaixar ainda. Fiquei meio perdido na história, mas quando eu estiver com mais tempo, vou procurar ler com calma. Deu para perceber que a sua escrita é boa. Tem uns diálogos maduros. Insista!
    Continue escrevendo...
    Abraço!

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  4. Adorando ler esses capítulos, você escreve muito bem, espero poder ficar assim, mas vamos ver mais pra frente né.

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