segunda-feira, 29 de abril de 2013

Resenha A Vida Em Tons de Cinza.

 A Vida em Tons de Cinza

Autor: Ruta Sepetys.
Editora: Arqueiro.
Numero de páginas: 236.

Eu ganhei esse livro do blog Viajando com livros e eu não esperava tudo que iria encontrar. Ontem a noite eu resolvi pegar um livro da minha "mini" pilha para ler e resolvi por ele. O li em no máximo três horas acho, sei que só fui dormir depois que terminei de ler. (O que me gerou sonhos bizarros em que minha gata era uma comandante e coisas assim, mas isso não vem ao caso.)
Eu acho que na nota da autora ela explica tão bem que vou copia um pedacinho dela para cá, com alguns cortes para não haver spoiler, já que essa nota é no final:
Em 1939, a união Soviética ocupou os países bálticos - Estônia, Letônia e Lituânia. Pouco depois, o Kremlin criou listas de pessoas consideradas antisoviéticas, que seriam assassinadas, presas ou deportadas para campos na Sibéria. Médicos, advogados, professores, militares, escritores, empresários, músicos, artistas e até mesmo bibliotecários foram destinados ao genocídio. As primeiras deportações aconteceram em 14 de junho de 1941.
Meu pai é filho de um oficial militar lituano. Ele fugiu com a família para campos de refugiados na Alemanha. Alguns de seus parentes foram deportados e presos. Os horrores que enfrentaram são inimagináveis. Enquanto isso, os soviéticos devastavam seus países, queimando suas bibliotecas e destruindo suas igrejas. Encurralados entre os impérios soviético e nazista e esquecidos pelo mundo, os páises bálticos simplesmente foram varridos do mapa.
Isso é só para vocês entenderem o que estava acontecendo na época e me da uma introdução. Esse livro é tão incrivel que me vêm lágrimas aos olhos para falar dele, pois sei que não farei jus. Eu não esperava nem metade do que ele foi. Magnificamente lindo, triste e real.
Lina tem 15 anos, ela é lituana e adora desenhar, é muito boa nisso, até mesmo iria para uma escola de artes no próximo ano. Acontece que isso não vai se realizar, pois em uma noite a NKVD invadi sua casa, seu pai não está e só resta para ela, sua mãe Elena e seu irmão Jonas os obdecerem.
São levados com suas malas que tiveram 20 minutos para juntar a um caminhão onde são jogados junto com outras pessoas, eles fazem uma parada no hospital para buscar uma mulher que acabou de ter uma filha e também seu bebê que são jogados no caminhão junto.
Lina não sabe o que está acontecendo, para onde irão os levar, tudo está cheio de gente, sua mãe tem que pagar para não as separarem do irmão, finalmente eles são jogados em um trêm junto com várias pessoas, entre elas Andrius, filho de um policial, graças a ele descobrem que seu pai está em outro vagão, acontece que os vagões se separam e só resta a Lina obdecer seu pai e ser forte.
Depois de dias trancados no vagão sem luz, parando somente para sair duas pessoas de cada vez para pegar um balde com água e um de uma pasta cinza que chamam de comida eles descem...
E aqui eu vou parar, pois não tem graça eu contar spoiler. O mais tocante do livro é ele ser verdade, não Lina em si, mas ela retrata o que tantas pessoas passaram.
Foi um livro que me deixou sempre com lágrimas, que eu estou surpresa por não ter chorado, acho que é porque me deixou tão revoltada.
Primeiramente porque não estudamos sobre isso no colégio? Na minha época (céus, como sou velha) eles ensinavam Primeira Guerra e Segunda Guerra Mundial e depois retrocediam, mas eu não conhecia a história da União Soviética, só de dar uma passadinha de olhos, mas não tudo que ela representou.
Segunda coisa é que mesmo eu que me considero radical e acho que deve sim ter revoluções, mas nunca ter atrocidades, eu acredito em prisionerios de guerra, mas não nisso, você pode ter prisioneiros, até fazer eles trabalharem horas normais, mas não deixar sem comida, ou dar pouca comida ou tortura. Eu sou totalmente contra isso, total, total, seja para humanos, animais ou até o mosquito que voa por ai.
Terceira coisa é que ainda tem pessoas que pensam bem do Stalin, assim como pensam do Hitler, e eu me pergunto como? Genocídio nunca será algo aceitável, pode ter a guerra que quiser, mas dentro dela genocídio nunca será aceitável.
É um livro para você pensar, como disse a autora:
Em 1991, após 50 anos de uma ocupação brutal, os três países reconquistaram sua independência, com paz e dignidade. Eles escolheram a esperança em vez do ódio e mostraram ao mundo que, mesmo na mais escura das noites, existe luz. Por favor, pesquisem a respeito. Contem a alguém. Esses três minúsculos países nos ensinaram que o amor é a mais poderosa das armas.
Eu vou termina a resenha por aqui, pois já está imensa. Deixando a deixa de vocês lerem o livro, pois além de tudo é história e mesmo que você não seja desses países, história faz parte sim da nossa história.

Personagens
Lina: ela me deu agonia as vezes no inicio e depois me conquistou por ser tão forte e determinada.
Kostas: é o pai de Lina, um homem que seguiu o que achava certo, mesmo que isso prejudica-se sua família.
Elena: mãe de Lina, estremamente bondoza e graças a isso tiveram mais chances.
Jonas: ele é meigo, mas também teve que crescer muito rapidamente.
Andrius: eu gosto de Andrius, ele sempre foi determinado e passou por muitas coisas ruins.
Kretzsky: ok, vocês vão me matar quando começarem a ler o livro, mas eu adoro o Kretzsky, foi inevitável, foi de cara.

Enredo: não se perdeu em um momento que seja, tudo segue uma linha e é tão real que te da agonia.

Capa: achei a capa linda e perfeita para o livro, representa bem tudo. Só lendo para entender o que quero dizer.

Escrita: eu me senti nos lugares que Lina foi, eu senti tudo aquilo, isso só pode significar que a escrita da autora é incrivel.

Classificação: 10/10.

Ladrões e prostitutas. Nossas mães estavam naquele vagão, assim como uma professora, uma bibliotecária, idosos e uma recém-nascida - ladrões e prostitutas. Jonas olhou para as palavras. Segurei sua mão, feliz por ele não saber ler russo. Desejei que ele tivesse ficado lá dentro.

9 comentários:

  1. Oie :)

    Acredita que eu já sonhei com esse livro ? kkkkkkkk pois é estou doido para ler mais sempre ficava com dúvida se era bom ou não, agora tenho certeza :D a capa é mesmo linda né ? beijos !!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/ ( comenta lá :D )

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A capa é perfeita para o livro!
      Eu também tenho uns sonhos doidos! SHAUSHUA.

      Excluir
  2. Olá, gostei muito da resenha.
    Respondi uma tag e lhe indiquei, esta lá no blog.
    Abraços!
    http://alemdeshakespeare.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. Eu já tinha visto a capa do livro, que aliás é bem bonita; mas nunca tinha parado para ler a sinopse do mesmo. Depois dessa resenha, sei do assunto que se trata, e se o livro é tão bom assim como você diz, eu quero ler. Gosto desse tipo de livro que te dá agonia, vontade de chorar diante de uma realidade passada tão assustadora. ;)

    ResponderExcluir
  4. Gostei bastante da resenha, gosto muito de livros sobre guerra, embora nao encontre tantos livros assim como gostaria... parece ser um bom livro...e sobre seu comentario particular sobre guerra, sou totalmente contra qualquer forma de fazer uma pessoa ou nacao submissa a outra, e hitler foi muito frio, mas convenhamos, um grande lider.

    ResponderExcluir
  5. parece ser ótimo, a capa é muito perfeita, vou colocar na minha meta de leitura.
    adorei a resenha ^^

    ResponderExcluir
  6. O livro parecer ser bastante interessante e triste.
    Também acho bastante importante saber sobre essas histórias, ainda mais por uma narrativa tão real! Fiquei com muita vontade de lê-lo.
    Ps.: Como você consegue ler um livro de 236 em mais ou menos três horas?!

    ResponderExcluir