quarta-feira, 27 de março de 2013

Entrevista: Markus Zusak.


Todo por aqui já sabem que em breve veremos uma adaptação para o cinema do livro A menina que roubava livros?
Sou uma pessoa que leu este livro duas vezes e não descansa enquanto não tiver seu próprio exemplar na estante (Entenderam a indireta? Senão eu explico, quero o livro de presente haha). Sou meio suspeita para falar a respeito tanto do livro, autor, quanto a expectativa ligada ao filme.


Se você perdeu alguma notícia envolvendo essa novidade, dê uma olhadinha nos posts da nossa Baby Bii, aqui e mais um pouco aqui também!


Vou tentar não enrolar muito e ir direto ao assunto, que hoje é o autor desta obra que recentemente deu uma entrevista à editora Intrínseca, respondendo brevemente três perguntas, confira na íntegra essa mini entrevista.



Intrínseca — Recentemente, A menina que roubava livros foi adaptado para o teatro em uma montagem encenada em Chicago. Como você se sentiu ao ver Liesel, Rudy e Hubermanns ganharem vida? Como o desafio de ter a Morte como narradora foi resolvido?

Markus Zusak — A montagem, produzida pela companhia teatral Steppenwolf, foi realmente especial. No começo pensei que seria difícil de assistir, porque, de repente, está tudo lá, bem na sua frente. Diferentemente de como acontece com os livros, no teatro você não precisa imaginar. Eu estava preocupado se certas cenas iriam funcionar tão bem no palco como eu as havia imaginado no livro. Mas a peça é linda. E fez com que eu e os personagens nos orgulhássemos.
Quanto à Morte, a narradora, ela foi interpretada por um homem mais velho – uma personagem educada e cordial, mas que lidava muito bem com o seu trabalho…


Intrínseca— Depois de seis anos o seu livro está sendo adaptado para o cinema. Você está participando da produção e da elaboração do roteiro de alguma forma? Quais são as suas expectativas com relação ao filme? O que você acha do elenco que foi definido?

Markus Zusak — Se alguém me dissesse, quando o livro foi negociado para o cinema, que Geoffrey Rush e Emily Watson seriam escolhidos para atuar no filme e que contratariam um grande diretor, eu teria achado graça. Estou muito entusiasmado. Não tinha como contribuir com o roteiro, além de lê-lo e de dar algumas sugestões, mas posso levar algum crédito por Sophie Nélisse, a atriz que interpretará Liesel. Eu a vi no filme Monsieur Lazhar e pensei: “Ela seria uma ótima Liesel.” E quando a sugeri aos produtores, eles logo a procuraram e ela acabou conseguindo o papel. Tenho certeza de que Nélisse se transformará completamente em Liesel e a tornará maravilhosa.
Sobre as expectativas: agora não tenho nenhuma. Estou tentando não pensar sobre isso e me concentrar para, finalmente, terminar meu livro novo!



Intrínseca— Lionel Shriver, autora de Precisamos falar sobre o Kevin, disse certa vez que vender os direitos de um livro para Hollywood é como vender a alma ao diabo — o resultado (bom ou ruim) não é de responsabilidade do escritor e se torna um produto totalmente diferente. Você concorda com esta afirmação?

Markus Zusak— Concordo que é bom você praticamente lavar as mãos e dizer: “Bem, agora é com você.” Para mim, porém, é mais como dar algo aos seus irmãos — alguém que é semelhante a você em alguns aspectos, mas totalmente diferente em outros. Você os ama, mas não tem certeza do que eles farão — e dá essa chance a eles de qualquer forma. Você confia a obra a eles porque sabe que o resultado pode ser brilhante.







Beijos e até a próxima!

2 comentários:

  1. Mais um filme para eu correr ao cinemas. =)

    ResponderExcluir
  2. Ainda não li o livro, mas pretendo ler antes do filme!

    ResponderExcluir