quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Trechos de Livros... - Sob o Céu da Índia.



“— Não está acostumado a homens brancos? indagou, arqueando uma sobrancelha. Ou acha algo interessante em minha pele cheia de cicatrizes?

Pauline estava em dúvida se devia dar-lhe um tapa ou afundar no chão. Que arrogância! O fato de estar encarando seu corpo não era desculpa para grosseria. E ali estava ela, forçada a satisfazer suas necessidades e caprichos.

Todos os homens brancos são iguais para mim replicou, sem se importar de parecer beligerante. A maioria se acredita muito melhor do que é na realidade.

Nate desatou a rir. Virando-se para ela, bateu com força em seu ombro, quase a fazendo cair.

Não se preocupe, Manu. Um dia você vai crescer e se tornar um homem. Se trabalhar com afinco, servindo seus senhores, tal­vez até venha a desenvolver uma compleição decente.

Virou-se novamente de costas. E ela lhe lançou olhares furiosos.

Pauline estava deitada na esteira estendida sobre o chão duro de madeira. Prestava atenção, esperando que o homem, no leito a seu lado, caísse em sono profundo. Aguardava há várias horas.

Sua situação era tão precária, tão perigosa, que chegava a as­sustá-la. Menos de um dia inteiro se havia passado e ela já vivera mais aventuras do que em toda a sua vida. Não fazia idéia do que o amanhã lhe traria.

Antes de se recolherem, fora ao banheiro no fim do corredor. Embora o local fosse rústico, ela se sentira grata pela oportunidade de ficar sozinha.

Estava, em tudo o mais, atada ao sr. Savidge. Fazia tudo o que ele queria. Era uma sensação estranha. Exceto obedecer aos pro­fessores e aos pais, o que só acontecera ocasionalmente, ela sem­pre dera ordens. Recebia o serviço de seus criados como natural.

Talvez Nate não passasse de um homem cruel, embora não tivesse manifestado sinal de crueldade em seus intensos encontros anteriores. O homem era um enigma.

O luar penetrou através da janela aberta e iluminou seu leito, acentuando as costas nuas. Ao menos havia esperado até que ela apagasse a luz para tirar a calça e deslizar sob o lençol. Mas a coberta havia caído para a cintura, deixando o corpo seminu à vista.

Para passar o tempo, o fitou, atônita pelo fato de um homem ser tão perfeito. Seus braços e costas eram bem modelados e os músculos definidos mesmo em descanso.

Sentiu seu corpo se aquecer a tal ponto que se forçou a desviar o olhar. Será que ia queimar no inferno por estar sozinha, num quarto, com um homem quase nu?”

4 comentários:

  1. olha só nao ocnhecia esse livro, parece legal

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  2. Gostei bastante do trecho que tu escolheu :D

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  3. MEU DEUS
    ADOREI O COMEÇO
    KKK
    Vou procurar agora para baixar porque amei simplesmente.

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