segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Resenha Ao Seu Encontro de Abbi Glines.


Título: Ao Seu Encontro.
Série: Rosemary Beach # 11.
Autora: Abbi Glines.
Editora: Arqueiro.
Número de páginas: 224.
Ano de lançamento: 2017.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Há apenas alguns meses, um encontro inesperado numa casa em Rosemary Beach se transformou num romance de conto de fadas. Agora Reese está prestes a ir morar com Mase na fazenda dele, no Texas. Com o apoio e o amor da família do namorado e a recente descoberta de que ela mesma tem uma família com a qual contar, Reese pode enfim superar os horrores do passado e se concentrar no futuro promissor que a aguarda. No entanto, no que depender de Aida, isso não vai acontecer. A beldade loura e Mase foram criados como primos, mas logo fica claro para Reese que o amor da jovem por ele está muito longe do que se deveria ter por um parente. Ao mesmo tempo que Reese tenta entender a relação dos dois e não se sentir ameaçada, entra em cena Capitão, um estranho que parece estar, convenientemente, em todos os lugares que ela frequenta. Bonito, sensual, misterioso e dono de uma franqueza desconcertante, ele não tem medo de dizer o que pensa de Mase - nem como se sente a respeito de Reese. Enquanto a competição pelo coração de Mase e de Reese esquenta cada vez mais, algumas perguntas em relação ao passado dela começam a ser enfim respondidas, revelando verdades chocantes que vão mudar para sempre a vida do casal. Em Ao Seu Encontro, Abbi Glines conclui a história que começou em À Sua Espera. Com a escrita romântica e voluptuosa que a consagrou, ela constrói mais uma narrativa envolvente, com personagens que vão mexer com as nossas emoções até o final.

Opinião:

Ao Seu Encontro é o livro décimo primeiro da saga Rosemary Beach, mas obrigatoriamente você só tem que ler a obra À Sua Espera antes de ler esse.

O livro À Sua Espera terminou quando o pai de Reese chegava na porta da casa desta. O pai que ela nunca havia conhecido. Isso me levou a imaginar que nessa obra exploraríamos mais a relação dela com o genitor, mas não foi isso que aconteceu.

Quando o livro começa você já vê que o foco principal vai continuar sendo o romance dela com Mase. Resse se muda para a fazenda dele no Texas. Logo na chegada ela conhece Aida, prima de Mase, mas que parece ter interesse romântico nele e que trata Resse muito mal. Também conhecemos os proprietários da fazenda vizinha e Capitão, irmão de Blaire e contratado da família vizinha. 

Assim começa o desenrolar da história que conta com Aida dando em cima de Mase e Capitão de Reese, enquanto expõe para essa as falhas de Mase.

Seria mentira se eu dissesse que não estava esperando mais. Quando o pai de Reese apareceu na porta pensei que o mundo de felizes para sempre iria ser abalado, pois Reese ia querer conhecer mais o pai. Contudo, esta só passa uma temporada com ele antes da obra começar e faz uma visita no decorrer do livro. Tudo é encarado muito bem para uma garota que foi abandonada e estuprada pelo padrasto.

Isso não quer dizer que o livro seja ruim, pois não é. Li ele rapidamente como a maioria dos livros da Abbi e ela consegue te envolver no romance deles. Também inovou ao trazer um assassino profissional para sua obra e consequentemente para Rosemary Beach.

Agora tenho uma ressalva para fazer. Imagine: você está louca por um emprego, para não ficar só em casa e dar seguimento a sua vida. Quando você consegue, assim que sua chefe saí, o que você pensa em fazer? Foder com seu namorado na sala para apagar as memórias que você não gosta do ambiente! Sério, achei isso absurdo e extremamente imaturo.

Também encontraremos personagens antigos no decorrer da obra e teremos mais sobre a história de Kiro. Fiquei feliz quando li a notícia de que a autora vai escrever um livro com todos os personagens juntos. Isso é bom, pois o que sempre passou como o centro da série é a amizade.

Por fim, digo que Abbi inova muito pouco (principalmente nas cenas de sexo nas quais parece que todos personagens tem a mesma personalidade), mas cria romances gostosos de se ler, dentro dos clichês esperados.

A capa está bonita e não sei se invejo mais a cintura ou o cabelo da modelo, haha. Encontrei somente um erro de digitação que ao invés de escreverem Aida escreveram Ainda. Tinha anotado a página no momento da leitura para avisar a editora, mas infelizmente meu celular foi roubado e a anotação se foi junto. :(



O olhar dele me aqueceu, por dentro e por fora. Deitei a cabeça em seu peito e o sono veio rápido.

Reese não perguntou mais nada, mas pude notar que sua mente estava a mil. Ela estava tentando juntar tudo de modo a fazer sentido. O problema era que nada fazia sentido neste lado da minha família. Kiro havia ferrado com tudo anos atrás. Harlow e a filha dela eram as únicas pessoas que me interessavam nessa parte da família. E Grant, às vezes. Ele havia se mostrado digno da minha irmã, mas eu ainda estava de olho nele. Eu o mataria se ele a magoasse.

- Preciso buscar minha neta e ver se consigo afastá-la de Grant por tempo suficiente para levá-la lá dentro para ver Emmy - disse ele, e então sumiu.

Apesar de Reese ter dito tudo sorrindo, havia uma tristeza em seus olhos que fez com que eu me sentisse impotente. Então ela se esticou e se virou de lado, encerrando nossa conversa. Eu tinha estragado tudo.

Mase cantou com um olhar tão intenso que me agarrei ainda mais a ele e rezei para que aquele momento nunca acabasse. Só nós dois ali, juntos, e Mase cantando para mim. Foi uma noite perfeita.   

 
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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Resenha Amor e Amizade de Whit Stillman.


Título: Amor & Amizade.
Autora: Whit Stillman.
Editora: Gutenberg.
Número de páginas: 220.
Ano de lançamento: 2016.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Incrivelmente bela, surpreendentemente espirituosa e completamente devotada... aos próprios interesses: Conheça Lady Susan Vernon, a Alma e o Espinho de Amor & Amizade. Viúva, falida e mãe de Frederica, uma adorável garota em idade para se casar, Lady Susan tem uma missão: encontrar um bom marido – ou seja, rico – para a filha e sobretudo para si. Dona de uma eloquência e de um charme sem iguais, Lady Susan flerta com qualquer homem endinheirado que possa salvá-la de sua desgraça financeira, o que lhe rende a fama de “rainha do flerte”. Mas quando suas tentativas de garantir o futuro não saem como o esperado, Lady Susan recorre à gentileza (e ao dinheiro) de seu cunhado, Charles, e vai passar uma temporada em sua propriedade rural para se afastar das fofocas. Lá, ela conhece Reginald, irmão da esposa de Charles, e único herdeiro da fortuna da família DeCourcy. Ao perceber que Frederica está se encantando pelo rapaz, Lady Susan decide que o jovem Reginald seria um belo e abastado marido... para si mesma.

Opinião: 

Baseado nos manuscritos de Lady Susan de Jane Austen, o livro traz um relato mais profundo sobre as habilidades do charme e a perspicácia dessa jovem viúva ainda em busca de ganhar a vida. Lady Susan é a viúva de Frederic Vernon, que apesar de ter sido um cavalheiro rico, não deixou grandes propriedades para sua esposa e filha. Com isso, após a morte do marido, Lady Susan vive às custas de amigos com os quais pode ficar apenas por uma temporada. Depois de um problema na casa dos Manwaring, Susan Vernon vai para a casa do cunhado, Sr Charles Vernon, obsequioso marido de Catherine, irmão do falecido Frederic Vernon. Em busca dos próprios interesses, mesmo que sejam acima do bem da própria filha, Lady Susan se mostra sagaz e egoísta, apesar de muito charmosa e aparentemente apenas uma jovem viúva em busca de conforto para o fim da vida. Ao chegar na casa dos Vernon, apesar de nunca ter se dado bem com Catherine e até tentado evitar o matrimônio de Catherine DeCourcy com Charles Vernon, ela usa uma máscara de gentileza e simplicidade, se envolvendo com os sobrinhos e fingindo nunca ter tido sentimentos contrários a Catherine Vernon.

Não vou me delongar muito com a história, porque ela é muito intrigante. Vai te envolver de um jeito muito irônico. Meus personagens favoritos foram Catherine Vernon e Frederica Vernon, filha de Lady Susan! Catherine, porque ela é a que primeiro consegue entender os joguinhos de Lady Susan e como os outros são tolos por caírem nos argumentos dela. É uma personagem inteligente e continua a prever os próximos movimentos de Susan, também preparando contra-ataque sutil. Já Frederica, mesmo muito negligenciada pela mãe, consegue demonstrar que é uma pessoa completamente afável e querida, ganhando o coração dos DeCourcy. 

Sobre Lady Susan, sinceramente, fiquei chocada com o quanto essa mulher consegue manipular as pessoas ao seu redor! Teve momentos que tive vontade de gritar para os personagens sobre o quão estúpidos eles eram ao caírem nas conversas de Susan Vernon! Terrivelmente mentirosa e ainda parecendo ingênua e sincera. Sua fama de femme fatale é completamente verdadeira, e os homens caem como patinhos por causa de sua língua afiada, beleza estonteante e inteligência. E ainda tem mais dois personagens, Sir James Martin e o narrador (Rufus Martin-Colonna de Cesari-Rocca, sobrinho de Sir James Martin), que acabam enrolados nessa trama. Sinceramente, amei a interação do narrador com a história e como ele tem uma visão distorcida de tudo, chegando a ser extremamente irônico e sarcástico o modo como o autor o utilizou para descrever as "aventuras" da rainha do flerte. Tem momentos que você chega a gargalhar sobre o quanto esse livro é inteligente de forma sarcástica. 

Por fim, o livro tem uma mega reviravolta e você fica muito chocado, incrivelmente pensada por Jane Austen e tão bem descrita de uma lente distorcida por Whit Stillman. Particularmente, fiquei muito feliz com o final. Me surpreendi, mas fiquei muito satisfeita. E no fim do livro ainda há o anexo das cartas que os personagens escreveram durante a trama, vindas do texto original escrito por Jane Austen. E quando você lê, você percebe o tanto que tudo o que aconteceu no livro (mesmo visto de uma pessoa de fora, com uma visão completamente distorcida dos personagens principais) se encaixa perfeitamente, te fazendo entender muito mais. 

O livro, na verdade, é o roteiro do filme homônimo, também escrito e dirigido por Whit Stillman. Pude assistir o filme e gostei muito! Segue exatamente o livro. Então se você não tiver tempo de ler o livro, você pode assistir ao filme! Só que o que mais senti falta no filme foi a presença do narrador. O narrador do livro traz uma visão completamente diferente e muito mais interessante. Mas isso de que o livro é sempre mais interessante do que o filme é história antiga. Indico tanto o livro quanto o filme, que apesar de ser um livro/filme de época, traz assuntos completamente atuais.


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Ao longo dos dias e das semanas seguintes, Lady Susan e Reginald DeCourcy viram-se frequentemente na companhia um do outro, tanto que poderia até parecer que ambos haviam combinado previamente. Eles passeavam pelos arbustos de Churchill e cavalgavam por seus declives. E aonde quer que fossem, se estivesse no raio de alcance de Catherine Vernon, eles podiam contar que estavam sendo vigiados.
- Estou deveras consternada diante dos artifícios desta Mulher desprovida de princípios. Que prova mais contundente de suas perigosas habilidades pode ser dada do que a perversão do julgamento de Reginald, o qual, quando entrou nesta casa, era tão contrário a Susan? Não me surpreende que ele tenha sido tão severamente abalado pela benevolência e delicadeza de suas maneiras; mas desde então, quando faz menção a ela, tem sido em termos de extraordinário louvor [...]. 
Tiranos opressivos da esfera doméstica, como as fêmeas da família DeCourcy, sempre irmão, ao que parece, retratar a si mesmos e a seus favoritos como os "agredidos" em vez de como os "agressores". Todavia, devemos notar, não é Lady Susan que está se dedicando a tecer maledicências contra os outros. 
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Resenha Memórias de Lua Cheia de Andressa Andrião.


Título: Memórias de Lua Cheia.
Autora: Andressa Andrião.
Editora: Novo Século.
Número de páginas: 552.
Ano de lançamento: 2012.
Cortesia da autora.

Sinopse:
Ela estava sem memória e sozinha, perdida em uma floresta durante uma noite de lua cheia, em que os lobos uivavam perigosamente. A única informação que tinha sobre si mesma estava em um bilhete borrado pela chuva que dizia que seu nome era Alissa. Quando jurara que se tornaria comida de lobos, ele aparece. Um rapaz que em seu primeiro momento parece ter vontade de matá-la, mas logo em seguida resolve misteriosamente salvar sua vida e cuidar dela até que alguém apareça em sua procura. Por mais que ela tivesse expectativas, ninguém nota seu desaparecimento, levando-a a ter que morar com aquele rapaz repleto de segredos, que ela conhece na floresta. Com o tempo um romance começa a surgir entre eles, mas ainda havia um mistério: um homem enigmático e atraente que desenvolve um interesse imediato por ela. Alissa então descobre que sua perda de memória não era exatamente o que ela imaginava e que o mundo era muito mais cheio de mistérios e magia do que ela acreditava ser.

Opinião:

Alissa acorda em uma floresta desconhecida e completamente sem memória, com apenas um bilhete borrado no bolso onde podia ler apenas o seu nome. Confusa e assustada foge até que encontra Seth, que quase a mata de primeira, mas que depois de se acalmar acaba cuidando da garota e lhe dando abrigo. Ela vai então morar com Seth, mesmo estando um pouco apavorada devido a maneira com que se conheceram, mas aos poucos vai conhecendo o verdadeiro Seth. Um garoto solitário, de bom coração, que se importa com os amigos e tem alguns segredos. Ele acaba apresentando ela aos seus amigos Lidi, Clarisse, John e a pequena Laura (filha de Clarisse e John). Na esperança de encontrar sua família Alissa vai com Seth até a delegacia, mas não há nenhum relato de uma Alissa desaparecida. 

Para ajudar em sua perda de memória, Lidi indica que ela converse com Jarret que já cuidou antes de pessoas com problemas neurológicos. Por isso eles passam a se encontrar e realizar sessões para tentar recuperar a memória de Alissa. E acabam se tornando bastante amigos.

Em suas andanças pela cidade, Alissa acaba conhecendo Scorpio que tem grande interesse por ela. Lidi e Seth não gostam dele, mas apesar de tudo Alissa se sente confortável com ele e não se importa de andar com ele. Contanto que nenhuma de suas fãs malucas não a persiga ou tente mata-la como já aconteceu. Além disso sente que os dois possuem uma ligação muito forte. Seth não gosta nada dessa amizade dos dois, pois acredita que Scorpio é mau. Seth e Alissa acabam se apaixonando, mas ele se nega a assumir esse sentimento, pois acha que é um monstro e não merece aquilo. Algumas coisas acontecem e Alissa consegue recuperar algumas memórias, segredos são revelados e coisas grandes que nem ela pode compreender acontecem, podendo mudar tudo.

Confesso que quando comecei a ler o livro, achei que ele iria seguir uma linha bem clichê dos livros de criaturas sobrenaturais atuais. Que belo tapa na cara eu levei. O livro se mostrou original, surpreendente, intrigante, envolvente e de tirar o fôlego. Você começa a ler e já se vê presa ao enredo, tenta até adivinhar como serão as coisas, mas acaba pego de surpresa quando vê tudo acontecer de uma forma diferente. Foi uma leitura ótima, leve e gostosa. Foi bom para relaxar depois da leitura de um livro mais pesado. As 552 páginas não me pareceram tão longas assim. Gostei da escrita da autora e conseguiu me prender. 

Tem personagens bem construídos, com personalidades distintas e cada um tem uma história. Acho que dos personagens secundários Clarisse é minha favorita, ela é uma mãezona e quer cuidar de todo mundo e reclama se não a visitam por 3 dias (hahaha). Confesso que terminei o livro odiando Lidi, e só vai saber o porque quem ler. Até um pouco mais da metade, Seth era a minha escolha ideal para Alissa e um personagem que eu amava. Odiava Scorpio e não conseguia ter muita pena dele. Porém com a chegada do final do livro passei sentir um pouco de raiva de Seth e quis entrar no livro e dar uma balançada nele para ver se ele acordava. E comecei a compreender um pouco melhor Scorpio e me simpatizar com ele.

A capa do livro é muito bonita, mas não achei a garota da capa parecida com a Alissa descrita. O título é totalmente condizente com o livro. A diagramação é simples e organizada. A folha é amarelada e ótima para leitura. Aparentemente, a jornada de Alissa não termina por aqui e teremos mais um livro... Mal posso esperar para ler o próximo!



Havia acabado de derrubar uma criancinha no chão... Eu derrubara uma criança no chão! 


Eu não estou dizendo que isso não é legal; só estou pedindo para que não conte a ninguém. É para seu próprio bem.


- Por favor, não vamos nos preocupar agora. Vamos aproveitar o dia sem pensar em tudo o que está me atormentando. Por favor.

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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Resenha Solomon Kane de Robert E. Howard.


Título: Solomon Kane.
Autor: Robert E. Howard.
Editora: Generale.
Número de Páginas: 256.
Ano de Lançamento: 2015.
Cortesia da editora.

Sinopse:
'Solomon Kane - A Saga Completa' é uma obra na qual o leitor terá oportunidade de conhecer diversas aventuras de Solomon Kane, o famoso puritano inglês. Histórias repletas de fantasia, seres demoníacos e misteriosos, além de batalhas épicas.Após o lançamento de Conan, o Bárbaro, a Generale traz para o público brasileiro uma coletânea de contos de Robert E. Howard sobre Solomon Kane. Neste livro, são também publicadas cartas do arquivo pessoal do autor, incluindo a correspondência enviada por seu pai a H. P. Lovecraft, um tocante relato sobre o suicídio de Howard.Conheça as histórias que inspiraram grandes autores e roteiristas e que serviram de base para o filme Solomon Kane - O Caçador de Demônios. Leitura obrigatória para fãs de leitura de fantasia e do gênero espada e feitiçaria.
Opinião:

Solomon Kane é um puritano, um homem temente a Deus e se posso ousar dizer, um justiceiro. Ele faz justiça com as próprias mãos e está sempre disposto a se vingar pelos mais fracos ou arrumar uma solução em benefício de um povo, mesmo que estas soluções sejam sempre bem sangrentas. Apesar de que algumas vezes, o final sangrento faz sentido... Como no conto As Caveiras nas Estrelas, onde o fantasma de um jovem brutalmente assassinado atormenta uma estrada buscando vingança pelo seu assassinato, portanto a solução mais lógica seria entregar seu assassino. Algumas histórias possuem vilões sobrenaturais e outros que são seres humanos de má índole, porém de alguma forma parece que sempre algo sobrenatural acaba se envolvendo no meio.

O livro trás os 9 contos originais de Solomon Kane, escritos por Robert E. Howard. Este livro publicado pela Editora Generale é um especial que além de trazer a Saga Completa, tem uma introdução muito bacana contando sobre o autor, sua importância para a literatura com espadas e coisas sobrenaturais, sobre os contos, contos não publicados pelo autor em vida e algumas alterações que estes sofreram quando resolveram publicar (entretanto os contidos no livro são os originais e sem alteração)... Há também um Apêndice com cartas de Robert E. Howard e outro falando sobre o filme de Solomon Kane de 2008, que não teve o sucesso esperado, mas cá entre nós? Na época em que eu assisti, eu gostei.

Existem contos pequenos como O Chacoalhar de Ossos que tem apenas 8 páginas e outros mais grandinhos como A Lua das Caveiras, As Colinas dos Mortos, Asas da Noite e A Chama Azul da Vingança, o primeiro citado tendo mais de 50 páginas. Mas independente do número de páginas, o que estes contos tem em comum é que além das detalhadas descrições de confrontos e cenas de ação, o final é sempre surpreendente, eletrizante e muito bom.

De certa maneira, posso dizer que gostei da leitura do livro. Achei as descrições um tanto quanto extensas demais e acabou se tornando cansativo em alguns momentos a leitura. Em minha opinião as melhores partes para ler, foram os finais que me prenderam e me deixaram de olhos bem abertos para descobrir o que aconteceria. A leitura foi uma faca de dois gumes, onde gostei de algumas coisas e nem tanto de outras. Mas de qualquer maneira, admiro a genialidade e irreverência do autor ao escrever estes contos que foram inspiração e exemplo para muito escritores.

Achei a edição do livro excelente. A capa é sombria, o que tem tudo a ver com o livro. A diagramação com certeza teve um carinho especial da editora, tendo detalhes especiais para o título do conto e início deste. As folhas são amareladas o que é excelente para a leitura. Gostei bastante do trabalho realizado pela editora Generale.




Sempre que pensava no assunto, considerava-se um instrumento do julgamento de Deus, um receptáculo da grande ira a ser esvaziado sobre as almas dos imputos. Entretanto, no sentido pleno da palavra, Solomon Kane não era um puritano, embora ponderasse dessa maneira sobre si mesmo.
No fundo dos olhos melancólicos de Kane, uma luz cintilante começou a brilhar, vomo a vela de uma feiticeira reluzindo sov braças de gelo cinzento. Seu sangue avivou-se. Aventura! O fascínio do risco e do drama! Não que Kane reconhecesse aquelas sensações como tal.
Estava livre, mas desarmado e caçado como um rato naquele palácio infernal. Como poderia ajudar a si próprio ou a Marylin? Mas sua confiança não o abandonou. Estava do lado da razão, e alguma solução se apresentaria.
- Mentiras viajam na frente de uma nau veloz. O Falcão do Mar veleja onde o seu navio está, e onde o seu navio está, somente seu mestre, Satã, sabe.

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Resenha O Lago Místico de Kristin Hannah.


Título: O Lago Místico.
Autora: Kristin Hannah.
Editora: Novo Conceito.
Número de páginas: 368.
Ano de lançamento: 2014.
Presente da Pamella.

Sinopse:
Esposa e mãe perfeita, Annie vê o seu mundo desabar de uma hora para outra quando é abandonada pelo marido. A fuga momentânea é para Mystic, a pequena comunidade onde ela cresceu e onde o seu pai ainda vive. Lá, Annie começa a se reerguer novamente, descobrindo o amor por si mesma, por um velho amigo solitário e por uma garotinha que acaba de perder a mãe. Tudo está se encaixando na vida de Annie. Nick e Izzy se tornaram uma parte importante de seu processo de cura, e ela também se tornou essencial para a sobrevivência da relação entre pai e filha. Até que o seu ex-marido reaparece... e a tranquilidade rapidamente dá lugar ao desespero. Kristin Hannah encanta mais uma vez com uma história comovente, sensível e verdadeira sobre perda, paixão e os fios frágeis que unem as famílias.

Opinião:

Annie é a esposa exemplar. Desistiu de uma carreira para apoiar a do marido Blake e cuidar da sua filha Natalie. Ocorre que assim que Natalie viaja para conhecer novos lugares, antes de iniciar a faculdade, Blake diz para Annie que deseja o divórcio e que está tendo outro relacionamento. Do nada Annie vê seu mundo desabar e resolve ir passar um tempo com seu pai em sua cidadezinha natal.

Lá Annie termina enfrentando uns fantasmas do seu passado. Nick, seu amor de adolescência, agora é pai solteiro de uma garotinha chamada Izzy. A esposa de Nick, chamada Kathy, era melhor amiga de Annie quando crianças e acabaram se separando quando Annie foi para a faculdade e Kathy ficou. Logo depois de Annie ir, Nick escolheu Kathy, visto que ele também ficaria na cidade e não queria atrapalhar o futuro de Annie. E assim eles foram perdendo o contato.

Contudo, quando Annie volta a sua cidade natal encontra a vida de Nick virada em uma bagunça. Izzy estava muda e partes do seu corpo tinha desaparecido para sua mente. Por exemplo, ela usava somente uns dedos, pois os outros ela não enxergava mais. Nick não estava sabendo lidar com a morte de Kathy e a necessidade da filha de atenção e procurou ajuda na bebida.

Annie, que tem mania de tenta consertar tudo, resolve cuidar de Izzy enquanto Nick se recupera. Acontece que isso vai curando Annie também e a fazendo ter novos sonhos, ao mesmo tempo que desperta antigos sentimentos sobre Nick.

Obviamente Blake volta a vida de Annie depois de sentir falta de tudo que ela fazia por ele e ela tem que escolher o que deseja para sua vida, ao mesmo tempo em que tem uma grande surpresa.

Kristin Hannah como sempre conseguiu me emocionar e fazer eu desejar muita felicidade para Annie, Nick, Izzy e Natalie.

Um ponto muito importantes nas obras dela é que, em geral, não temos um personagem malvadão, no qual de para jogar a culpa pelas coisas ruins e sim escolhas ruins das próprias pessoas que termina levando a confusão. O que é o caso desse livro.

Nesse, que foi um dos primeiros livros da autora quando saiu dos romances de banca, temos uma mulher em busca de seus próprios sonhos e aprendendo a tê-los depois de vários anos tentando esquecê-los. Um homem que precisa encontrar seu caminho no mundo depois de achar que está tudo perdido. Uma criança que deseja amor e cuidados enquanto enfrenta a morte da mãe e uma mulher que procura enfrentar a fraqueza da mãe ao mesmo tempo que espera que o pai melhore e se torne presente.

O pai de Annie em muitos momentos do livro dá agonia, pois ele acha que a filha tem que voltar para o marido mesmo ele não a valorizando. Mas ao final você vê que ele mesmo enxerga que esse pensamento não é certo e sim algo que a sociedade antiga acreditava erroneamente.

Kristin consegue te fazer mergulhar na história criada por ela e nesse livro mostra que não precisamos de um final perfeitinho, mas sim saber que estamos indo aonde queremos e que vamos chegar lá.

Amei a obra! Li ela em poucos dias e indico muito para vocês! Tem história de vida, lições, volta por cima, romance e principalmente aprendemos que sempre é tempo de nos descobrirmos e fazermos o que desejamos.

A capa é linda e combina totalmente com a obra. Agora só falta uma das publicações da autora no Brasil para eu ter e espero adquirir o livro esse ano. Só esperando uma promoção de Por Toda Eternidade, haha.   

      
Coisas. Era tudo a que se resumia depois de todos esses anos. As coisas que eram a vida deles, a escova de dentes dele, os bobes dela, a coleção de discos dele, as joias dela, eram tudo apenas coisas a serem divididas e guardadas em malas separadas.

Duas vezes durante a noite, Annie acordou em sua cama solitária e ficou andando pelo quarto. A morte de Kathy a fazia lembrar de como o tempo era precioso, e como era fugaz. Como às vezes a vida arrasava com as boas intenções e não dava nenhuma segunda chance de dizer o que realmente importava.

- Vá para casa, Nicholas. Vá para sua casa bela no lago e para a menininha que o ama e esqueça disso.

Quando o filme terminou, Annie não podia olhar para ele, com medo do que veria nos seus olhos... com medo do que ele veria em seus olhos. Por isso, ela pegou a caixa de lenços de papel e a bolsa e correu para a porta. Mal parou para murmurar um boa-noite.   

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