quarta-feira, 17 de maio de 2017

Resultado de Top Comentarista de 11/01/2017 a 28/02/2017.


Olá.
Eu sei que demorei muito gente, por isso mesmo suspendi os tops por enquanto, mas minha vida está uma correria, além de problemas de saúde.
Contudo, espero que logo tudo se acalme, que eu consiga entrega o TCC esse mês e que o exame que farei dia 05/06 me diga o que tenho.
Enfim, peço desculpas.
Vamos ao resultado: Houve empate entre Rudynalva e Jacqueline Nowinski então fiz um sorteio:


Parabéns Rudynalva! Enviei um e-mail para você me avisar sobre qual livro deseja e o outro será da Jacqueline.

Obrigada pelas participações.
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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Lançamentos: Editora Petit.

Olá galera.
Vocês não sabem como minha vida esta corrida. Entrega do TCC é esse mês, torçam para eu conseguir! Depois espero que as coisas se acalmem... Embora venha os estudos para a OAB daí, haha. Quem sabe ano que vem tudo acalme né?

Que tal para distrair a mente olhar os lançamentos da Editora Petit e ver se tem algum(ns) que desejam comprar?

Clara e Amanda são irmãs que cresceram num lar europeu, do final do século 19, quando os casamentos ainda eram arranjados pelos pais. Clara é apaixonada por Raymond, o jardineiro da família. Por ser a filha mais velha, se vê obrigada a se casar com o rico Raphael. Porém, às vésperas de suas bodas é acometida por uma doença desconhecida que a deixa à beira da morte. Para não interromper o acordo entre as famílias, Amanda se casa no lugar da irmã. Mas a troca das noivas não é bem recebida por Raphael, já que havia se apaixonado por Clara. O rapaz não supera a decisão, alheia à sua vontade, e passa a desconfiar de que a doença repentina da jovem é puro fingimento para evitar o matrimônio. Essa paixão não correspondida e um segredo inviolável marcarão para sempre a vida da jovem Clara e de todos que a rodeiam. - Número de páginas: 352.


Quem nunca ouviu da boca de uma criança histórias sobre seus amigos invisíveis ou relatos de experiências vividas em outro período na Terra? Nesta obra, Valéria, diretora de uma escola de crianças e adolescentes, nunca tinha presenciado nada incomum entre eles, quando, de repente, começam a apresentar comportamentos estranhos. Profissional comprometida com o trabalho, Valéria fica desorientada. Ao buscar ajuda, conhece o médico Maurício, que a levará a compreender que apenas conhecimentos pedagógicos e psicológicos não são suficientes para ajudar seus alunos. - Número de páginas: 392.


Violetas na Janela agora em quadrinhos! O que era bom, agora ficou melhor ainda. Com lindas ilustrações de Luis Hu, o leitor vai fazer uma viagem deliciosa pelo mundo dos espíritos acompanhando Patricinha e seus amigos.Um dia Patricinha acordou e percebeu que não estava em casa. Viu um lugar que lembrava um hospital, mas sem barulho de hospital. Usava o mesmo pijaminha azul de todos os dias, só que aquela não era sua cama nem seu quarto. Como podia? Ela começou a ficar intrigada. É possível acordar de uma hora para outra num lugar estranho, e ainda por cima sem medo? Pois esta é a melhor parte da história: Patricinha descobriu que nem sempre precisamos ter medo do que não entendemos. Ela conta coisas incríveis que conheceu após esse despertar, como as colônias, por exemplo, um lugar cheio de cor, bom humor e alegria, e nos convida a uma viagem deliciosa pelo mundo dos espíritos. - Número de páginas: 96.

Espanha, século 17. Santiago, jovem médico criado pelo avô desde a morte dos seus pais, de repente descobre que é herdeiro de terras em Córdoba. Na busca pela herança, acaba conhecendo um grande amor e um segredo inviolável sobre o passado do seu avô. Conforme vai adquirindo consciência sobre a história de sua família, marcada por mentiras, assassinatos e traições, Santiago se vê confrontado a acreditar numa realidade espiritual. Sua obsessão pela verdade não resulta apenas em uma história de amor, mas também em autoconhecimento. Revela que na roda viva da existência terrena tudo se entrelaça: da dor à paixão; do sofrimento à paz; do humano ao divino. - Número de páginas: 352.


Bruna e Armando estavam muito felizes com a chegada de Luciene, a primeira filha do casal. No entanto, a alegria durou pouco. Aquele anjo, ainda no começo da jornada, volta ao mundo espiritual com apenas quatro anos de idade. A tristeza tomou conta daquele lar. Deus, porém, presenteia-os com a vinda de Alice, trazendo novamente alegria ao lar. Com o passar do tempo, eles começam a observar na menina um comportamento muito semelhante ao da primeira filha. Vão em buscas de respostas para poder entender o que está acontecendo. Nessa trajetória, começam a compreender que a vida não é apenas esta pálida imagem terrena que temos, e que há muito mais coisas importantes para descobrir. - Número de páginas: 256.


Quando Clara desencarnou, sua filhinha Júlia tinha apenas 3 anos. Por ser um espírito abnegado, Clara foi autorizada pelos dirigentes espirituais a enviar mensagens à filha. A protagonista conta como foi seu encontro com o pai de Júlia e revela todos os problemas de sua existência quando encarnada, desde o casamento até as  incompreensões de seus pais para com suas atitudes e atos humanistas, que provocavam estranhamento entre os conhecidos. As mensagens de Clara à filha foram o caminho que ela encontrou para continuar seu dever de mãe, que, muito mais do que educar e transformar os filhos em cidadãos, direciona-os no caminho de Deus. Um relato emocionante cheio de amor maternal. - Número de páginas: 240.


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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Resenha Contos de Meninos e Meninas, Contos de Homens e Mulheres de Marcos Petry.


Título: Contos de meninos e meninas, contos de homens e mulheres.
Autora: Marcos Petry.
Editora: Chiado.
Número de páginas: 154.
Ano de lançamento: 2016.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Relatos e vivências de um grupo de habitantes de Belo Lago ora se cruzam ora estão distantes. Todos buscando tirar o melhor em suas vidas... Entre eles uma força quase opressora cresce em silêncio: Misto de medo e apreensão ante suas adolescências, aumentado pela influência de seus gadgets, aos quais acabam atribuindo valores vitais. O tempo pode se revelar um fator chave no entendimento de si próprios e no fortalecimento pessoal... Pode também fazê-lo de maneira efêmera pois, como descobrirão, a tecnologia não pode esperar por eles, nem tão pouco a própria vida!

Opinião: 

O livro se passa numa cidade chamada Belo Lago em meados de 2020, onde a tecnologia basicamente domina a vida não só dos jovens, mas de todos os habitantes da cidade. A obra traz contos de jovens da cidade, que por estarem tão imersos nesse mundo de tecnologia acabam sendo afetado das maneiras mais diversas. Como a mídia pode nos afetar? Ou a comunicação? Ou se afastar disso tudo tão bruscamente? É possível ter o controle desse efeito na vida pessoal? São alguns dos questionamentos implícitos que o livro traz no decorrer dos contos. É demonstrado como cada pessoa ainda está tentando procurar seu lugar no mundo e tentando se definir, principalmente os jovens. O medo e o receio é bem comum nos personagens apresentados, mas também a construção do seu amadurecimento pessoal. Durante o decorrer do livro você pode perceber um certo crescimento dos personagens e também como as suas histórias, apesar de às vezes tão diferentes, conseguem se entrelaçar e voltar ao nosso posicionamento sobre a tecnologia.

O que mais gostei no livro é que traz como a tecnologia pode nos afetar de maneiras completamente diferentes. De uma apresentação musical que não deu certo porque uma amiga resolveu acreditar mais em um estereótipo masculino à pressão que ser alguém nas redes sociais, o livro mostra diferentes facetas que a internet e a tecnologia no geral pode ter. Alguns conseguem se descobrir no meio do caminho, sabendo diferenciar entre o que pode ser útil e agradável e o que pode ser ruim. É importante que realmente saibamos discernir no que a tecnologia realmente tem nos beneficiado nos últimos anos, ainda mais nos tempos atuais em que é óbvio que não podemos mais viver sem ela. Tudo atualmente está de alguma forma relacionado à tecnologia, se abster completamente dela, atualmente, é praticamente impossível. Cabe a cada um saber como isso pode nos afetar. 

Por outro lado, alguns personagens acabam agindo de forma inconsequente, mas ao mesmo tempo você percebe que é algo muito mais comum do que a gente imagina. A busca pela aceitação da sociedade, padrões de beleza, amizades, tudo isso acaba fazendo com que esses personagens acabem se perdendo de alguma forma pra alcançar tudo isso. Alguns perdem relacionamentos, outros perdem a própria identidade e no fim ficam se questionando se tudo o que fazem está mesmo valendo a pena. A maioria deles, nas redes sociais parecem pessoas extremamente felizes, ou que estão realmente curtindo o momento e o lugar em que estão, mas por trás, isso é tudo mascarado apenas por causa dessa busca incessante por aceitação. Com o tempo essas pessoas não conseguem mais ver os limites dessa linha tênue entre o que é real e o que não é. 

A mensagem mais importante que esse livro quer passar é que esses questionamentos também devem mover a gente. As vezes estamos tão acostumados com a tecnologia que não nos preocupamos como isso nos afeta. E questionar nosso posicionamento em relação à tecnologia (incluindo redes sociais, mídia e etc), também faz parte do nosso amadurecimento e isso é bem exemplificado no livro. Um tema bastante pertinente e às vezes muito pouco debatido pela nossa geração e como isso nos afetará no futuro ou como isso afetará as próximas gerações. 

Não posso dizer que amei o livro, mas achei realmente interessante a temática e a forma como foi abordada. Um dos maiores problemas do livro é que ele é bem confuso e a leitura é um pouco desgastante. Achei que muitos nomes que apareciam eram desnecessários para o desenrolar da narrativa e acabavam deixando a obra um pouco entediante. Também há muitos erros de escrita, de gramática e de digitação, o que acaba deixando o livro ainda menos atrativo. Apesar de alguns contos serem bons, outros se tornam um pouco bobos e meio desnecessários para o enredo do livro em si. 


Nenhum texto alternativo automático disponível.

Ao receber os sorrisos daquela gente, Cipriana sentiu que fora, de certa forma, encurralada numa bifurcação: "Os likes ou as pessoas reais?". Ficou com um híbrido das duas coisas... Ela concentrou-se em explicar isso a si mesma como uma forma de afirmar a nova posição. Pela primeira vez em muitos anos Cipriana imaginou a maior parte das situações pela qual passou a vida a fora e aqueles com quem ela dividiu seus momentos... "Certamente não foram 500." Ponderou. 
[...] Não pode deixar de querer distância... Talvez não quisesse distanciar-se da amiga, queria estar longe dali quando aparecesse o primeiro zumbi. [...] Ao terminar suas séries e desaquecimentos, ela retornou à realidade. E foi como estar olhando para um quadro estático: Eram as mesmas caras de outrora que a contemplavam munidos de seus telefones. "Fale... Espante eles! " Seja influente!" "DIGA ALGUMA COISA!" - Gritou sua consciência. "E que escolha eles terão?"
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sábado, 29 de abril de 2017

Resenha Por Toda a Eternidade de Kristin Hannah.


Título: Por Toda a Eternidade.
Série: Firefly Lane #2.
Autora: Kristin Hannah.
Editora: Novo Conceito.
Número de páginas: 400.
Ano de lançamento: 2014.
Compras da Caths.

Sinopse:
Tully Hart é uma mulher ambiciosa, movida por grandes sonhos que, na verdade, escondem as lembranças de um passado de abandono e dor. Ela acredita que pode superar qualquer coisa ao esconder bem fundo os sentimentos de rejeição que carrega desde a infância... Até que sua melhor amiga, Kate Ryan, morre. Então, tudo começa a mudar para Tully, que se vê escorregando em um precipício cheio de memórias melancólicas e remédios para dormir... Dorothy Hart — ou Cloud, como era conhecida nos anos 1970 — está no centro do trágico passado de Tully. Ela abandonou a filha repetidas vezes na infância. Até que as duas se separaram de uma vez por todas. Aos dezesseis anos, Marah Ryan ficou devastada pela morte da mãe, Kate. Embora seu pai e seus irmãos se esforcem para manter a família unida, Marah transformou-se numa adolescente rebelde e inacessível em sua dor. Tully tenta aproximar-se de Marah, mas sua incapacidade para lidar com os sentimentos da afilhada acaba empurrando a menina para um relacionamento infeliz com um rapaz problemático. A vida dessas mulheres está intimamente ligada, e a maneira como elas vão rever seus erros e acertos constrói um romance comovente sobre o amor, a maternidade, as perdas e o novo começo. Onde há amor, há perdão...

Opinião:

Por Toda a Eternidade se passa depois dos acontecimentos do livro Amigas para Sempre, portanto, a resenha terá spoiler sobre a primeira obra.

Em Amigas para Sempre conhecemos a história de Kate e Tully que são amigas desde crianças. Vemos que Kate inveja a independência de Tully e que esta inveja a família de Kate, visto que sua mãe desde que ela nasceu foi uma drogada e não ligou para ela. No final da obra temos a morte de Kate devido ao câncer. 

O principal elo da vida de Tully era Kate. Então quando ela morre o mundo desaba para Tully que se vê sem emprego, já que tinha o largado rapidamente para ficar com Kate, e se vê em constante briga com Jhon, marido de Kate.

A obra Por Toda a Eternidade começa com Tully em uma péssima noite. Infelizmente, ela se tornou o que mais desprezava: uma viciada.  Então quando ela descobre que sua afilhada Marah a atraiu pega o carro e o bate ficando em coma.

No decorrer do livro temos conversas de uma Tully em coma com Kate e os personagens revivendo os acontecimentos dos últimos anos desde a morte de Kate.

Posso adiantar que a vida de nenhum deles saiu como o planejado: Tully se afundou, sem emprego, sem amigos e virando uma viciada, Jhon cometeu erros atrás de erros com Marah e Tully e Marah começou a se cortar, traiu Tully e fugiu para viver com um homem que não tinha futuro nenhum.

Mas temos uma surpresa no decorrer do livro: descobrimos mais sobre a  história da mãe de Tully e posso adiantar que não é como o esperado.

É um dos poucos livros da Kristin que eu não chorei lendo, mas isso não quer dizer que seja menos emocionante, pois a obra é cheia das reviravoltas e você acaba sofrendo com os personagens e torcendo para que eles não façam uma nova besteira.


Posso dizer que Kate fez falta nesse livro, nas linhas de todos os personagens você vê um pouco da falta que Kate faz, ela era, na maioria das vezes, quem os segurava juntos.


Algo que adoro nos livros da Kristin é que ela retrata muito bem pessoas, seus lados bons e ruins, e nessa obra vemos muito disso do interior de cada um e o que eles tentam passar para os outros, ao mesmo tempo que vemos eles tentando seguir em frente sem o porto seguro que conheceram durante toda a vida.


É um livro sobre perda e como você tenta lidar com ela, mas também é uma obra sobre recomeços. Gostei muito e indico, mas sugiro que você leia antes Amigas para Sempre, pois, ao meu ver, é necessário.


 

 
Ele sabia que explodira injustamente. Noutra ocasião, noutro mundo, ele se importaria em pedir desculpas. Kate iria querer que fizesse isso, mas agora Jhonny não conseguiria dar conta. Ele usava tudo o que tinha só para se manter de pé. Sua esposa estava morta havia 48 horas e ele já era uma versão pior de si mesmo.

Um dos filmes preferidos da mamãe. Quantas vezes ela dissera "andar deste jeito" e fingira andar como Marry Feldman? E quantas vezes Marah revirara os olhos, impaciente com aquela velha piada?

- Eu costumava pensar a mesma coisa també, Fred. Acho que isso é parte do meu problema. Vou me dar bem aqui. Você vai ver. Obrigada.

- Não. Você sabia que ela estava dormindo com... aquele moleque... - Sua voz falha. - Não sei como a Kate ficou ao seu lado todos aqueles anos, mas sei disto: acabou. Isto é culpa SUA. Fique longe da minha família.

Aparências. Eis o que importava para os meus pais. Eles não se importavam com o porquê de eu ter chorado na sala de aula ou puxado meus cabelos, e sim com o fato de eu ter feito isso em público. 

E havia lugares piores do que aquele onde eu estivera. Sabia disso. Falava-se no hospital sobre crianças com olhos brancos e mãos trêmulas, banhos de gelo e coisas piores. Lobotomia.

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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Resenha Ninfeias Negras de Michel Bussi.


Título: Ninfeias Negras.
Autor: Michel Bussi
Editora: Arqueiro.
Ano de lançamento: 2017.
Número de páginas: 352. 
Cortesia da editora.

Sinopse:
Giverny é uma cidadezinha mundialmente conhecida, que atrai multidões de turistas todos os anos. Afinal, Claude Monet, um dos maiores nomes do Impressionismo, a imortalizou em seus quadros, com seus jardins, a ponte japonesa e as ninfeias no laguinho. É nesse cenário que um respeitado médico é encontrado morto e os investigadores encarregados do crime se veem enredados numa trama em que nada é o que parece à primeira vista. Como numa tela impressionista, as pinceladas da narrativa se confundem para, enfim, darem forma a uma história envolvente de morte e mistério em que cada personagem é um enigma à parte - principalmente as protagonistas. Três mulheres intensas, ligadas pelo mistério. Uma menina prodígio de 11 anos que sonha ser uma grande pintora. A professora da única escola local, que deseja uma paixão verdadeira e vida nova, mas está presa num casamento sem amor. E, no centro de tudo, uma senhora idosa que observa o mundo do alto de sua janela.

Opinião:


O que mais me intriga nesse livro é que ele começa descrevendo três mulheres: A primeira era má; a segunda mentirosa; a terceira egoísta. A primeira tinha mais de 80 anos e só usava preto; a segunda tinha 36 e se arrumava para um amante; a terceira estava prestes a fazer 11 e adorava pintar. A do meio era professora; a mais nova era sonhadora; a terceira era uma velha que todos chamavam de bruxa.

Então achei que a história principal seria de uma delas, mas na verdade elas estão entrelaçadas em um mistério muito maior e em alguns momentos eu me perguntava o que elas tinham haver com isso. Assim vamos aos acontecimentos:

Na pacata cidade de Giverny, França, um assassinato choca os moradores da pequena cidade. O homem assassinado era Jerôme Moval, um cirurgião oftalmologista, muito popular em Paris. O inspetor designado para esse caso é Laurenç Sérénac. Começando a investigação descobrimos que o Dr. é dono de uma bela casa em Giverny, sendo conhecido por seu amor à arte, mas principalmente aos quadros de Claude Monet, vemos também que Jerôme colecionava amantes.

Jérôme Morval foi encontrado na beira do rio Ru com um buraco no coração, com a cabeça esmagada e enfiada no rio e com um cartão com alguns dizeres no bolso. Claramente um crime de ódio. Enquanto isso vamos acompanhando as três mulheres, pois elas são essenciais a trama:

A "velha do moinho" é aquela que viu tudo, pois mora, como já disse, em um moinho que se localiza em um lugar privilegiado de onde consegue visualizar toda a cidade. Ela narra boa parte da história e conversa com o leitor durante o enredo, apresentando seu ponto de vista em alguns capítulos e se intitula de ratinho, pois diz que em uma cidade de velhos, ninguém repara em um andando aleatoriamente pela cidade, podendo inclusive comer um crime. Fanete, a jovem de 11 anos que possui um talento incrível para pintura, é muito esperta e esta inscrita em um concurso de pintura (o inspetor desconfia que o morto possa ter um filho dessa idade), tornando isso, ao meu ver, um motivo para o assassinato e Stephanie Dupain, a professora, que também é apontada como uma das amantes do morto (outro motivo) e pela qual o inspetor nutre um interesse a partir do momento em que a conhece. Inicialmente essas mulheres possuem em comum um único desejo: Abandonar Giverny. Então a investigação prossiga, nos deixando cada vez mais intrigados e fazendo deduções malucas quanto a esse crime.

O livro é envolvente, teve algumas partes em que a leitura ficava mais lenta, talvez pelo fato de conter muita informação sobre artes, paisagens e citações de pintores e autores. Espero que vocês criem várias expectativas e tentem descobrir o assassino assim como eu. Só não se decepcionem, pois o autor foi muito inteligente nas pistas, então é bem difícil de resolvermos o caso sozinhos. A capa é linda e a obra veio em uma caixa maravilhosa. <3




Os policiais só se interessaram pela segunda mulher, a mais bela. A terceira, a mais inocente teve de investigar sozinha. A primeira, a mais discreta, pôde observar todo mundo com tranquilidade. E até matar!


A cobrir a totalidade das duas paredes, em uma extensão de mais de 5 metros, há dois quadros imensos de ninfeias em uma variação um tanto rara, com tons de vermelho e dourado, sem céu nem galhos de chorão.

ONZE ANOS. FELIZ ANIVERSÁRIO.
O crime de sonhar eu consinto que seja instaurado.
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Resenha O Amor está no Ar de Jennifer Echols.


Título: O Amor está no Ar.
Autora: Jennifer Echols.
Editora: Pandorga.
Número de páginas: 398.
Ano de lançamento: 2014.
Compras da Caths.

Sinopse: 
Aluna do ensino médio, Leah Jones ama voar. No ar, ela facilmente se esquece de sua vida com sua mãe, sempre ausente, no bairro humilde de uma cidade praiana de Carolina do Sul. Quando seu instrutor de voo, Sr. Hall, contrata a garota para pilotar aviões em sua empresa de propagandas em banner, Leah considera o emprego sua porta de entrada para a vida longe do estacionamento de trailers. Mas quando ele morre subitamente, ela teme que sua carreira como piloto de aviões tenha chegado ao fim. Porém os jovens filhos do Sr. Halls, Alec, o garoto de ouro, e Grayson, o viciado em adrenalina, resolvem continuar o negócio do pai. Embora Leah tenha uma queda pro Grayson há anos, ela receia em se envolver em um negócio que agora parece que não vai muito longe. Até que Grayson descobre um dos piores segredos da menina. Com isso em mãos, ele a obriga a pilotar por uma razão que ele também não revela, uma razão relacionada a Alec. Agora Leah se encontra no meio de uma batalha entre irmãos, e a consequências podem ser desastrosas.

Opinião:

Como a maioria dos leitores aproveitei a promoção da Saraiva de Dia da Mulher para completar umas coleções e me lembrei que tinha esse livro que me faltava da Jennifer Echols. Obviamente eu comprei... e não me arrependi!

Leah Jones tem uma vida bem conturbada. Sua mãe engravidou cedo e faz elas ficarem se mudando com frequência, visto que é rotina ela não pagar os alugueis dos trailers.

Como Leah sempre morou em trailers do lado dos aeroportos resolveu se candidatar a uma vaga no aeroporto perto de onde mora. Acontece que assim ela conseguiu juntar dinheiro suficiente tentar conseguir uma aula de voo com o Sr. Halls. A única exigência do Sr. Halls é que a mãe dela assine a autorização. Contudo, a mãe de Leah não pode saber que a filha guardou dinheiro senão vai querer usá-lo, então Leah falsifica a assinatura da mãe e começa a ter aulas de aviação.

Importante relatar que o Sr. Halls tem dois filhos que vivem com a mãe e só vão visitá-lo, chamados Alec e Grayson. Leah tem uma paixonite por Grayson, embora nenhum deles seja amigo dela, ao contrário, pensam que Leah tem um caso com o Sr. Halls para conseguir aulas de aviação.

A medida que o tempo passa Leah começa a pilotar para o Sr. Halls, levando banners de propaganda e passando com eles pela praia. Tudo parece ir bem na vida de Leah, mas quando ela tem dezessete anos o Sr. Hall falece e o futuro do negocio fica nas mãos de Alec e Grayson.

Logo ela se vê em um enrascada, pois Grayson usa a assinatura falsificada da mãe dela para fazer Leah continuar trabalhando para eles e sair com Alec (sem dizer o motivo para isso). Mas na verdade quem se interessa por Leah é Grayson, então já viram a confusão.

Jennifer consegue me cativar nos livros dela, pois os personagens passam longe de serem santinhos. Nesse caso os protagonistas conseguem ser teimosos como mulas e nos vemos torcendo por eles enquanto estes só complicam mais a situação.

Contudo, um detalhe que me incomoda na leitura, e não sei se é erro da escritora ou da editora, é que as vezes parece que pulamos de assunto para outro sem espaço, não sei se nesses locais não deveriam ter parágrafos em branco dividindo os subcapítulos, mas notei que isso acontece em mais de uma obra dela.

Li rapidamente o livro, pois é daqueles que você pega e a história passa voando, já que você se encontra mergulhada naquele universo criado pela autora. Por fim, achei a capa linda, consegue ser bem fofinha e isso, pessoalmente, me cativa.

 
Ela dizia coisas assim o tempo todo. Às vezes ela realmente conseguia um emprego, mas o máximo de tempo que ela durou num emprego foi um mês. Fiquei observando o avião até ele desaparecer atrás dos pinheiros. Mesmo quando não via mais o avião ainda conseguia ouvir seu motor, e olhei na direção da pista para onde ele foi.

Até onde eu sabia, nunca comi fruta orgânica, com exceção, talvez, no café dos pais de Molly. Fiquei imaginando se tinham um sabor diferente e se eu seria capaz de perceber. Certamente eu nunca comprei uma fruta orgânica. Minha mãe teria um ataque se eu pagasse tudo aquilo por uma banana. Grayson e eu éramos de mundos diferentes. 


- Eu mudei naquele dia do acidente, em dezembro. Eu nunca tive medo antes. Nunca. E desde então eu tenho medo. - Ele soou tão diferente que me virei para ele.

- Sei o que, Grayson? Que ninguém vai me contratar apenas como piloto? Que todos os meus empregos como piloto virão com uma ordem extra de apelo sexual? É, estou começando a concluir isso mesmo. Não que você seja o culpado.

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sexta-feira, 31 de março de 2017

Lançamentos: Generale e Évora.

Oi pessoal.
Vim mostrar para vocês os lançamentos da Editora Generale e da Editora Évora.

Com ares de superioridade e impulsividade, sem sentir afeto por ninguém, nem culpa pelo que fazem, os psicopatas vão de degrau em degrau destruindo vidas. Vistos como pessoas fortes e destemidas, tendem a impressionar logo de cara e, por conta disso, são considerados capazes de transpor facilmente os desafios corporativos. São seres com alta capacidade de sedução e grande habilidade para manipular. Podem parecer “normais” e até encantadores, mas são doentes, de corpo e alma. Pessoas sem piedade, sem respeito e misericórdia pelos demais. Assim são descritas algumas das características do psicopata, que pode estar (e, via de regra, está) entre as pessoas do nosso convívio. Como identifica-los? Como agir quando somos alvos e vítimas de suas idiossincrasias e maldades? Como conviver no ambiente de trabalho sem sofrer dia após dia é a proposta principal desta obra, que nasce da experiência de trinta anos de uma executiva que conhece os bastidores, o placo e a plateia do mundo corporativo. Amália Sina explora neste livro os detalhes das mentes e das ações dos psicopatas com quem conviveu, convive e, por certo, conviverá. Com certeza, entre os protagonistas e depoimentos anônimos, você reconhecera várias semelhanças com os seus colegas de trabalho. 

O ser humano tem potencialidades latentes que ainda desconhece. Assim nos asseveram grandes sábios, cientistas e filósofos. No limiar deste novo milênio tivemos enormes avanços tecnológicos, mas ainda nos encontramos presos a paradigmas limitadores de nosso potencial. Assim também ocorre nas empresas, célula importantíssima para o bem estar econômico, psicológico e emocional de todos nós. Nela, o homem ainda é encarado como um recurso, um “homem instrumental”. Há a oportunidade de obtenção de resultados maiores e melhores. Este livro trata da desconstrução desses paradigmas sobre o homem, o conhecimento, o trabalho e o dinheiro para, com uma nova visão, reinventar as funções diretivas da organização: estratégia, cultura & estrutura, liderança e governança. Essa dinâmica de reinvenção, para a busca de resultados ampliados e sustentáveis, chamamos de “Ômega”, letra grega utilizada pelo antropólogo Teilhard de Chardin para designar um ponto de consciência mais elevada em que todos nós chegaremos no decorrer da história. Neste livro, Paulo Monteiro e Wanderlei Passarella baseados em suas experiências e estudos como executivos, professores e consultores, oferecem “inspirações” para se repensar as empresas e alternativas práticas – “transpirações” – para se implantar mudanças significativas que dão novo sentido e longevidade à geração de valor.  

O imperador albino Elric de Melniboné, acompanhado de sua espada Stormbringer, continua sua jornada extraordinária neste segundo livro. Após deixar o trono com seu primo Yyrkoon e Cymoril, o herói parte de casa com o objetivo de aprender mais sobre outros reinos e vive uma série de aventuras por dimensões diferentes, mares desconhecidos e navios misteriosos, além de sofrer com perseguições de vilões sobrenaturais, novos inimigos e batalhas que desafiam sua sanidade, crenças e tudo o que conhecia. Ícone da literatura fantástica com uma série de fãs ao redor do mundo, a história de Michael Moorcock inspirou muitas bandas e artistas. Pela primeira vez, a editora Generale traz essa saga para os leitores brasileiros com a tradução dos textos originais de Elric de Melniboné e lança agora o segundo volume. 
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