quinta-feira, 17 de maio de 2018

Resenha A Sereia de Kiera Cass.


Título: A Sereia.
Autora: Kiera Cass.
Editora: Seguinte.
Número de páginas: 328.
Ano de lançamento: 2016.
Compras da Cath`s.

Sinopse:
Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar pois a voz da sereia é fatal , logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.

Opinião:

O livro começa com um naufrágio no navio em que Kahlen se encontra. O acidente na verdade é causado por sereias, que cantam atraindo as pessoas para o mar.

Acontece que é proposto para Kahlen que invés de se afogar com os tripulantes, incluindo sua família, vire uma sereia e trabalhe por cem anos para a Água. Após esse tempo poderá viver sua vida como humana, sendo a memória anterior retirada de si.

Nessa obra temos uma visão diferente de sereias. Elas não tem caudas, são humanas, mais lindas que o normal, que  conseguem viver e respirar dentro da Água.

Após a introdução, o livro passa a narrar a vida de Kahlen quando faltam vinte anos para seu tempo acabar.

Ela vivia com suas irmãs sereias chamadas Miaka e Elizabeth em Miami e passeava pela faculdade, principalmente, pela biblioteca. Assim, é na biblioteca que ela conhece Akinli. 

Antes, necessário explicar que Kahlen não mantinha muito contato com humanos, pois eles não podiamm ouvir as vozes das sereias sem desejarem se entregar a Água.

Então, para surpresa de Kahlen, Akinli não se assusta quando vê que ela não fala e depois de mais um reencontro, marcam um outro para fazerem um bolo.

É meio óbvio que vai rolar um romance entre os dois, mas para sorte dos leitores Kahlen não é aquelas protagonistas alienadas e reconhece o perigo que é se envolver com um humano no quesito romance.

A partir disso, vão acontecer várias coisas e você vai entrar de cabeça nessa história da Água. E acreditem, no livro a Água conversa com as sereias.

Em resumo, gostei da obra, só achei o começo um pouco arrastado, mas depois que passa essa parte a leitura flui.

A capa é linda, mas nem preciso dizer isso né? Antes de comprá-lo, quando vi na internet, já achava ela linda.


- Fico feliz de você ir para algum lugar além da biblioteca e do parque, mas não sei se está se arriscando de verdade se for só pra ficar sentada.

Carinhas felizes. Ele mandava várias. Se viessem de qualquer outra pessoa, seriam ridículas, mas eu tinha certeza de que, se ele mandava uma, era porque estava sorrindo de verdade.

Tentei não pensar no próximo canto, que já estava chegando. Eu conseguia sentir a dor dEla, uma dor de fome. Wla aguentaria o quanto pudesse, por nós, mas não demoraria muito.

A Água me levou tão fundo que a ansiedade da morte era esmagadora. Na tentativa de afastar o pânico crescente, pensei em Akinli, na certeza de que ele acordaria e ficaria bem. Relembrei cada detalhe do nosso dia, desejando que a bondade dele fosse a última lembrança que eu levasse para o túmulo.

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terça-feira, 15 de maio de 2018

Resenha Confissões de Kanae Minato.


Título: Confissões.
Autora: Kanae Minato.
Editora: Vestígio.
Número de páginas: 176.
Ano de lançamento: 2017.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Seus alunos mataram sua filha. Agora ela quer se vingar. O mundo da professora Yuko Moriguchi girava em torno da pequena Manami, uma garotinha de 4 anos apaixonada por coelhinhos. Agora, após um terrível acontecimento que tirou a vida de sua filha, Moriguchi decide pedir demissão. Antes, porém, ela tem uma última lição para seus pupilos. A professora revela que sua filha não foi vítima de um acidente, como se pensava: dois alunos são os culpados. Sua aula derradeira irá desencadear uma trama diabólica de vingança. Narrado em vozes alternadas e com reviravoltas inesperadas, Confissões explora os limites da punição, misturando suspense, drama, desespero e violência de forma honesta e brutal, culminando num confronto angustiante entre professora e aluno que irá colocar os ocupantes de uma escola inteira em perigo. Com uma escrita direta, elegante e assustadora, Kanae Minato mostra por que é considerada a rainha dos thrillers no Japão. Você nunca mais vai olhar para uma sala de aula da mesma maneira.

Opinião:

Confissões é um livro um pouco perturbador.  Aparentemente, as coisas no Japão funcionam de maneira diferente daqui e comecei a ficar com receio desse formalismo forçado que transparece na obra.

O foco da história é uma turma que tinha como professora Yuko Moriguchi. Nessa turma havia dois alunos em especial, o Naoki e o Watanabe. Esses dois estavam magoados com a professora, um porque ela não lhe auxiliou quando pediu e outro porque ela não deu muita importância para sua invenção.

Então Watanabe tem uma ideia e se aproxima de Naoki, convencendo-o a escolher uma vítima. Naoki escolhe a filha de Yuko, Manami. Assim se forma o plano de que quando Manami fosse na quadra de esportes da escola dar comida pela cerca para um cachorro eles entregarem uma bolsa que iria dar um choque na garotinha. Ocorre que Watanabe planejou uma choque para matá-la.

Quando o plano, em parte, da certo, Watanabe vai embora e deixa Naoki com o corpo de Manami. Naoki para se safar do crime resolve jogar o corpo na piscina. Acontece que a menina estava viva e o que a matou foi o afogamento e não o choque.

Por conseguinte, quando Yuko descobre tudo ela não fica nem um pouco feliz, é óbvio, e resolve se vingar. Conta toda a história para a turma e diz que colocou sangue com HIV no leite de Naoki e Watanabe, bem como que está se retirando do colégio.

O livro começa com o ponto de vista de Yuko, mas depois passa para os dos seus alunos e vai mostrando a visão deles do acontecimento, bem como o desenrolar de tudo que acontece depois.

Não tenho uma opinião bem formada sobre esse livro, mas posso dizer que desde o início detestei Yuko. Para ela todo o sistema é falho e isso justifica sua vingança pelas próprias mãos. Imagine se todos fizéssemos isso, as injustiças multiplicariam. Sem falar que ela não tem talento nenhum com crianças e eu odiaria deixar filhos com ela. 

Naoki e Watanabe também não se safam. Um é mimado e não sabe lidar com a família que é perfeitinha e outro não se recuperou do abandono, mas invés de encarar armou toda uma confusão desnecessária e que tirou a vida da única do livro que pareceu valer a pena: Manami.

Fiquei com uma imagem bem ruim do Japão, se o livro segue a realidade. E, honestamente, a palavra que melhor descreve a obra é perturbador.

Como é um livro curtinho você termina de ler logo e a leitura, em questão de escrita, é fácil. O problema é todos os transtornos dos personagens. Realmente me aborrece que existam pessoas que nem eles, que pensam somente em si mesmos.

Minha dica é essa: se quer um livro perturbador, que vai te deixar desconfortável,  procure esse.

Manami me perguntou só uma vez sobre o pai. Eu disse que ele trabalhava muito, que trabalhava tanto que não conseguia visitá-la. O que, no fundo, não era mentira. Depois de abdicar do direito de ser o pai de Manami, ele se afundou no trabalho como se o resto de sua vida dependesse disso. Mas o sacrifício dele acabou não fazendo sentido nenhum. Manami não está mais com a gente.

Ele não apareceu na escola no dia seguinte, nem no outro. Mas para nós, a ausência dele era natural - tão natural quanto o fato de fingirmos que Shuya não existia, mesmo ele estando conosco. Parecia a melhor solução naquele momento.

Meu marido disse que devíamos contar tudo para a polícia. Ele enlouqueceu? Falei que Naoki seria acusado como cúmplice, mas, para ele, era o correto a fazer, inclusive para Naoki. Aco que é o melhor que podemos esperar de um homem - um pai - nesse tipo de situação, e nesse ponto comecei a me arrepender de ter contato a história para ele. Como sempre, cabe a mim cuidar de Naoki.

Será que foi suficiente? Será que vão desconfiar de mim? E se eu sair correndo e não contar para ninguém? Quando alguém é eletrocutado, eles procuram alguém para culpar. Não ia demorar para chegarem a Watanabe, e se vierem até mim...

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domingo, 13 de maio de 2018

Resenha O Último Adeus de Abbi Glines.


Título: O Último Adeus.
Série: Rosemary Beach.
Autora: Abbi Glines.
Editora: Arqueiro.
Número de páginas: 224.
Ano de lançamento: 2017.

Sinopse:
River Kipling, mais conhecido como Capitão, está em Rosemary Beach para montar um restaurante de luxo para seu patrão. Dono de um passado sórdido e de um presente misterioso, ele não vê a hora de concluir o trabalho e ir embora da cidade para realizar seu sonho: abrir um negócio próprio à beira-mar num lugar onde ninguém tenha ouvido falar dele. Mas, quando Capitão conhece Rose Henderson, sua ânsia de partir de repente fica em segundo plano. Há algo na risada dela que é familiar demais, e o modo como ela olha para ele o faz lembrar de alguém importante que perdeu há muito tempo. No entanto, a única coisa que Rose revela é que é uma mãe solteira que trabalha duro para sustentar a filha. Enquanto tenta desvendar os segredos da linda ruiva de óculos engraçadinhos e curvas estonteantes e entender por que ela mexe tanto com seus sentimentos, Capitão precisa fugir da marcação cerrada de Elle, a ex-namorada que não mede esforços para afastá-lo de Rose. Ao mesmo tempo, tem que encarar os fantasmas de seu passado para se tornar um homem melhor e construir um futuro do qual possa se orgulhar. Nesta sequência da série Rosemary Beach, Abbi Glines mais uma vez escreve uma narrativa ardente e emocionante. Com personagens verossímeis e heróis imperfeitos, O último adeus fala sobre o inesgotável poder de transformação do amor.

Opinião:

Em "O Último Adeus", Capitão se encontra em Rosemary Beach temporariamente enquanto organiza a abertura de um restaurante, mas planeja assim que possível ir embora em seu barco.

Ocorre que ele contratou como funcionária Rose Henderson, que na verdade é Addy, alguém do seu passado que está analisando se ele é digno de voltar para sua vida.

Dessa forma, para passar despercebida, Addy mudou a cor dos cabelos e colocou óculos, contando que os anos afastados impediriam que River (nome verdadeiro do Capitão) a reconheceria.

Porém, aos poucos a presença de Rose começa a fazer Capitão se lembrar cada vez mais de Addy, o seu amor de infância que mudou toda sua vida, o que gera certas briguinhas entre ele e os funcionários, principalmente com o chefe da cozinha que tem uma paixonite por Rose.

Logo no início do livro fica claro que Addy voltou, pois teve uma filha com River, e quer saber se vale a pena deixar ele entrar na vida da criança. Além, é claro, de ainda amá-lo.

Já posso antecipar que a história dos dois é bem triste e que não foi culpa deles ficarem separados tanto tempo, ao menos não propositalmente.

Contudo, no decorrer da obra eles vão ter que esclarecer os maus entendidos e ainda ver se Addy conseguirá aceitar o passado recente de Capitão e as mortes que este carrega.

Este é um livro que não tem tantas cenas de sexo quanto o normal da autora, o que eu sempre gosto, pois às vezes as cenas ficam bem repetitivas.

Ainda, como tem que ser explicado todo o passado dos dois, existe vários flashbacks, alguns bem fofinhos, mostrando como crianças/adolescentes podem ser inocentes mesmo vivendo em meio ao caos.

Também existe cenas fofas, considerando que Franny, filha de River e Addy, ainda é criança. Mas não se preocupem, pois como todos livros da Abbi que já li, o romance está sempre presente.

Pessoalmente, gostei do livro, achei uma leitura fácil e fofinha, embora às vezes ache que Abbi exagera na ficção e peca em convencer os leitores de algumas coisas.

Por fim, bom lembrar que a letra é grande, sem exageros, então o livro é rapidinho de ler, sem ter que forçar a visão (e olha que tenho a mania de não ligar luzes quando vou ler, acho que meu extinto de livros de vampiro permanece, pois não curto muita luz ligada não, haha).



Eu me levantei, respirei fundo e tentei acalmar meu coração acelerado. Em seguida, tirei os óculos e coloquei sobre a mesa. Não fazia sentido usá-los agora. Quando vim para cá, sabia que esse dia chegaria. Havia me preparado para isso por diversas vezes nos últimos anos. Mas, agora, me dei conta que a gente não consegue realmente se preparar para algo assim.



Deixar Rosemary Beach não era mais o plano. Aceitei isso na mesma hora. Ter tempo para poder ficar com Franny e Addy era a minha prioridade. Queria apresentá-las a minha irmã e trazê-las para o meu mundo. Mas Addy precisava de mais coisas antes disso. Ela não era mais a mesma garota confiante que me procurava para qualquer coisa. Meu peito doía só de pensar. Eu queria aquilo de volta. Queria que ela olhasse para mim como se soubesse que eu tornaria tudo melhor. Sabia que ela era forte. Meu Deus, ela já tinha provado isso pela forma como havia sobrevivido e criado nossa filha. Ela era tão mais forte do que eu imaginava...



Eu não deixaria que ele a magoasse também. Havia permitido que ele entrasse no mundo dela, e ele seria o que ela precisava. Eu me certificaria disso.

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domingo, 29 de abril de 2018

Resenha Esta é a Minha Confissão de Thiago Savelli.


Título: Está é a Minha Confissão.
Autor: Thiago Savelli.
Editora: Chiado.
Número de Páginas: 224.
Ano de lançamento: 2017. 
Cortesia.

Sinopse: A história começa com um homem em casa sozinho esperando os amigos. É uma noite especial. Todos conseguiram arrumar um espaço na agenda atarefada para matar a saudade, mas o anfitrião tem um motivo a mais para tornar a reunião ainda mais importante. Ele pretende aproveitar o evento para entregar a um dos amigos uma carta. A confissão de algo terrível que ele pretende fazer, uma despedida e mais do que isso, uma explicação.A noite começa bem divertida. Quando os amigos chegam, é só diversão e risada. Mas conforme a noite avança e a urgência para entregar a carta aumenta, o protagonista esquece a presença dos amigos e só mergulha no seu próprio pensamento. Afinal, ele precisa tomar uma decisão antes da noite acabar.
 Opinião:


Estou empolgada em escrever para vocês, então vamos começar, como sempre, com um pequeno resumo da história e depois os prós e contras do livro.



Ele é um escritor, mais ou menos famoso, mas sente falta dos amigos que trabalham fora e formaram família. Ainda, nos últimos tempos, não tem visto muito sentido na vida.

A história acontece no seu apartamento que mostra o quanto ele se sente infeliz e deprimido com a vida.

Na primeira frase do livro,é confessado que o objetivo dele é tirar a vida de alguém naquela noite e que, antes de fazer, vai entregar uma carta para um de seus cinco melhores amigos que aparecem esporadicamente na sua casa para jogar pôquer. 

A noite começa bem. Quando os amigos chegam, o clima dentro do apartamento que é de solidão muda para pura diversão com conversas descontraídas. Mas conforme o tempo avança e a urgência para entregar a carta aumenta, o protagonista esquece a presença dos amigos e só mergulha no seu próprio pensamento.

Logo, percebemos que ele vive conversando com uma "pessoa" que o responde literalmente. No início eu não estava entendendo com quem ele tanto conversava, já que ele deixa claro que é uma pessoa sozinha, e realmente é, a ponto de conversar sozinho porque a voz que responde o personagem é a voz da sua consciência.

É uma decisão difícil então ele fica analisando o que deve fazer ao longo do livro. E com isso ele vai descrevendo amigo por amigo, para irmos nos familiarizando com cada um, assim mostrando por qual caminho ele vai seguir na sua decisão.

Na carta ele vai explicar o motivo de ele ter/querer de tirar a vida de uma pessoa naquela noite. Ele deixa claro que não gosta do que tem que fazer, mas para mim isso é coisa de louco. 

Não vou contar, por óbvio, quem ele quer matar, o motivo e muito menos o que está escrito na carta, para isso, vocês terão que correr e ler essa obra.

Espero que vocês gostem dessa dica de leitura, ela é bem fácil. O livro é relativamente pequeno. A capa é bem bacana e as páginas e letras são adequadas para a leitura.


Quem estou tentando enganar? Sinto muita falta. Mas fazer o quê? Não posso mudá-los, então só posso aceitar. Tenho que lidar com isso. Tenho que aprender a não "depender" tanto deles.
Minha mão sempre foi uma mulher de certo sucesso - financeiro-, porque, Deus me perdoe, ela não foi uma mãe muito boa. Ela me perguntava se era e eu dizia que sim. Evidentemente, é mentira, basta dar uma boa olhada em mim para saber que ela não fez um trabalho muito bom.
Me disseram uma vez que todos os problemas são igualmente importantes. Uma unha quebrada pode significar tanto quanto qualquer coisa. Que não depende do problema em si, depende da pessoa q esta lidando com ele. 
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sexta-feira, 27 de abril de 2018

Resenha O Elefante de Caxemira de Julio Teixeira.


Título: O Elefante de Caxemira.
Autor: Julio Teixeira.
Editora: Chiado.
Número de Páginas: 484.
Ano de Lançamento: 2017.
Cortesia.

Sinopse: Um jovem cristão, professor de uma Universidade de Boston, após descobrir um novo planeta, vê-se no dilema entre a fama e uma vida simples. Ao ser recrutado por uma Organização Secreta para trabalhar em um projeto espacial juntamente com uma equipe de novos cientistas, depara-se com a oportunidade com a qual sonhou desde a infância: uma viagem interestelar. Ele conhece um astrofísico indiano do qual se torna amigo, chegando a viajar para a região da Caxemira, onde presencia o conflito entre o Paquistão e a Índia. No oriente, em meio à destruição provocada por ataques terroristas e os assassinatos de cristãos, descobre uma nova amizade e um amor arrebatador que o fará repensar sobre suas escolhas. Uma história regada à tensão, aventura, amizade e amor o cercará continuamente, levando-o, por fim, a uma decisão que mudará o rumo de sua vida para sempre.
Opinião:


Vou iniciar dando um mini spoiler*, mas só para não decepcionar quando vocês forem ler, pois no início do livro, achamos que será uma aventura ligada a viagens interplanetárias, já que nos primeiros capítulos o autor descreve muitos processos de física quântica, mas quando o personagem vai para Caxemira o  livro passa a ser um romance. 

Então vou contar um pouquinho de cada coisa para vocês: Will é professor universitário, apaixonado por física e astronomia, tornando-se um ótimo pesquisador. É solteiro e convive apenas com Hamilton e sua esposa, e as vezes visita seus pais. 

Leva uma vida básica, do trabalho pra casa, pesquisa e jantares solitários no restaurante da esquina. Até que um dia descobre um novo planeta, o que o coloca em contato com uma sociedade secreta que pode financiar seu sonho de infância de realizar uma viagem interestelar. A verdade é que Will escondeu isso até mesmo de seu parceiro de pesquisa. Eu realmente achei nesse momento que iriamos presenciar algumas viagens estilo Star Trek, mas não rolou (como eu disse anteriormente).

Assim a vida de Will muda completamente, pois além de seu trabalho secreto, em uma palestra, ele recebe críticas sobre os valores altos de financiamento dos programas espaciais enquanto há várias necessidades sendo deixadas de lado. Além disso,  ele recebe uma mensagem que o povo de Caxemira precisa ser salvo. Então o indiano Raghavi, que é um dos cientistas da pesquisa secreta, revela a Will que o projeto não é financiado pelo governo, porém não abre o jogo e convida-o para ir para Caxemira.

E a história muda quando Will esta em Caxemira. Os acontecimentos o colocam frente a dilemas: fama ou vida simples, o que fazer depois que ele se envolveu nos conflitos de Caxemira e sobre o amor a primeira vista, quando ele se depara com uma mulher com quem havia tido uma visão.

Existem várias mensagens que o livro quer nos passar, mas ele ficava muito demorado por causa das passagens bíblicas ou citações de sermões religiosos. O autor usa elas para mostrar que era a fé que estava guiando o personagem principal, e ao mesmo tempo apresenta as dificuldades enfrentadas pela religiosidade naquela região. Também, saliento, não há aprofundamento nos outros personagens.

Bom gente, não é uma leitura fácil, mas é muito interessante para quem gosta de livro com alguns questionamentos, que nos deixam refletindo. A capa é linda, as páginas são um pouco menores que os livros que estamos habituados, mas são amarelinhas, ótimas para leitura, assim como o tamanho da fonte.



Ficamos rindo um para o outro no meio daquele salão de embarque. Estava tendo a mesma sensação quando conheci Halmiton. Por um momento não o vi como competente cientista que trabalhava comigo, mas como um pessoa, um cidadão.
O missionário tomou frente ao púlpito, pegou o microfone e leu em Tiago capítulo 4 e versículo 7:  "De onde vem as guerras e contendas que há entre vocês? Não vem das paixões que guerreiam entre vocês?"
Certamente o universo está no controle de Deus. Todas estas coisas estão lá e desde que me conheço são feitas inúmeras perguntas sobre sua origem.

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quarta-feira, 25 de abril de 2018

Resenha Dois mundos de Simone O. Marques.


Título: Dois Mundos.
Autora: Simone O. Marques.
Editora: Butterfly.
Páginas: 256.
Ano: 2016.
Cortesia da Editora.


Sinopse: Num futuro distópico, Marina é uma jovem brasileira que carrega a força e os poderes de três grandes deusas celtas. Ela é aquela que cria, acolhe e mata. Protegida por guerreiros, perseguida por mortais e desejada por deuses, precisa encontrar os míticos tesouros da Tribo de Dana se quiser salvar o que restou do mundo... Ano de 2021. A Terra está devastada e poucos são os sobreviventes. No Brasil, grupos se reúnem em pequenas vilas em torno da água potável. O oásis neste caos fica na Chapada dos Veadeiros, na Fazenda Tribo de Dana, onde vive um povo guerreiro que acredita tudo ser parte dos planos da Grande Mãe. Neste paraíso vive Marina. Considerada o avatar de três grandes deusas celtas, precisa lidar com poderes diversos de cura, vida e morte. Ao abrir o véu que separa o mundo de mortais e deuses, a jovem liberta antigas divindades. E dois domínios distintos estão prestes a colidir quando ela descobre que detém nas mãos o destino da humanidade.

Opinião:



Pode ser que pelo fato de ler muitas distopias ache semelhanças que me levam a viajar para outros universos. Acredito que todo bom leitor tenhas seus pequenos/grandes mundos, personagens preferidos, lugares que gostaria de conhecer, etc... E tudo isso por conta de uma leitura que nos envolve e encanta.

Nesse sentido, com esse livro foi inevitável não imaginar tais coisas. Me recordou a obra "A maldição do tigre", pois a história é tão encantadora quanto, porém é escrita por alguém daqui, sim gente, essa autora é toda nossa!

Então o que posso contar para vocês é que o livro se passa no futuro, no ano de  2021, no qual a terra se encontra destruída, tendo ocorrido muitas mortes, levando as pessoas que sobreviveram a um mundo de medo e escuridão. 

O dia que a destruição aconteceu ficou conhecido como Dia da Aurora. E a responsável por tudo isso foi Marina, uma menina que na época tinha apenas 13 anos. Foi justamente nessa época que ela descobriu que era o avatar de três deusas celtas: Dana, a grande mãe; Brigith, a deusa da luz; Morrigan,  deusa da guerra e da destruição. Ela é muito poderosa, mas não tem domínio e muito menos noção do seu poder e não imagina os danos que pode causar apenas com a força do seu pensamento.

Ela também descobre que existe uma fazenda na Chapada dos Veadeiros e que lá tem a Tribo de Dana que abriga druidas, sacerdotisas e os guerreiros de Dana. E é nesse lugar que ela decide morar. As pessoas que lá vivem começam a chamá-la de Pequena Dana e todos a  respeitam e cumprem o trabalho de protegê-la.

Aos 18 anos, o respeito e a formalidade com que era tratada a incomodava demais, isso e o fato de estar sendo vigiada 24h por dia por um dos guerreiros, que ela chama de Sombras.

Então, tentando se livrar dessa vigilância, Marina acaba indo parar em uma espécie de caverna, Sídhe, o lugar dos mortos, um local proibido, e Brian e Artur, dois de seus guerreiros, acabam indo junto.  E é assim que começa de fato a sua aventura, pois ela vai parar em um mundo totalmente diferente e descobre que para sair dali e salvar seu povo ela terá que encontrar os Tesouros da Tribo de Dana. Dessa forma, eles começam a ir em lugares cada vez mais estranhos e encontrando seres mágicos. 

Dois Mundos é uma leitura rápida que mistura elementos fantásticos com realidade. É um livro  que tem ação, magia, mitologia e romance. A capa é linda e as páginas mais ainda, no início de cada capítulo elas são ilustradas. Também tem um mapinha para acompanhar onde fica cada lugar citado. A editora está de parabéns, acho que é o primeiro contato que tenho com obras deles, mas espero que não seja a última, pois "Dois Mundos" é o primeiro livro e quero a continuação...


Brian arqueou as sobrancelhas. Muitas vezes, ele não entendia o que Marina dizia. Era uma linguagem de fora da fazenda. a qual ele não tivera acesso algum, e ela parecia se divertir com aquilo.
Marina deu um passo pra trás quando a mulher passou por ela, ignorando sua presença, foi até a prateleira e se esticou, pegando um pequeno frasco com líquido de cor purpura e outro frasco de barro.
Ofegante Arthur entrou no quarto e encontrou Marina acordada, com o rosto pálido e assustado, mas parecia ser ela mesma novamente.

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sábado, 27 de janeiro de 2018

Resenha Vai lá e faz de Tiago Mattos.


Título: Vai Lá e Faz.
Autor: Tiago Mattos.
Editora: Belas Letras.
Número de páginas: 320.
Ano de lançamento: 2017.
Cortesia da editora.


Sinopse: O mundo está cheio de histórias de empreendedores que começaram do nada. Tiago Mattos, um dos maiores futuristas brasileiros, formado pela Singularity – a universidade erguida no Vale do Silício pelo Google em parceria com a Nasa – vai te mostrar neste livro que, sim, você pode criar uma empresa bem-sucedida do zero se tiver o mindset certo e entender como o mundo está mudando. Porque nunca foi tão fácil fazer. Nunca foi tão fácil fazer um livro, uma música, um filme, uma reunião dos colegas do ensino médio, uma passeata, um partido político, uma casa, um carro, uma declaração de amor, uma viagem ao redor do mundo. Nunca foi tão fácil fazer uma empresa. Nunca foi tão fácil entender que ninguém fará o mundo que você quer por você. Só você.

Opinião:

Esse livro é muito diferente do que estamos acostumados aqui no blog, pois ele não conta nenhuma história, ele é um livro de estudo, para quem quer aprender algumas coisas de como investir em um antigo ou novo negócio ou em como gerenciar seu tempo e ideias.

A obra contém muitas dicas para quem quer ser empreendedor. Mostra como as coisas estão mudando na era digital e o quanto é difícil e complicado tirar ideias do papel. O livro é direcionado inicialmente para quem está afim de abrir algum negócio. Ele analisa vários tópicos muito interessantes e é tudo muito bem ilustrado e com ótimos exemplos.

Caso você seja uma pessoas muito criativa, dona de uma ideia e que não sabe como colocar ela na prática, no livro são apresentadas várias ferramentas para organizar e gerenciar nossa forma de pensar. Ele ensina como dar os primeiros passos no empreendimento, como criar algumas metas, como identificar possíveis clientes. O livro te estimula e mostra que qualquer um com um pouco de iniciativa e vontade de crescer tem a capacidade de se tornar um bom empresário.

Conseguimos ver também a evolução do mercado e novos métodos de pesquisa, bem como a apresentação para o produto ou serviço que iremos oferecer, pois temos que saber analisar se determinada área não está saturada. Ainda, também é muito importante a parte de apresentação, afinal de contas hoje tudo se torna mais simples e fácil com o uso da nossa querida internet.

Agora se você não quer abrir uma empresa e é um estudante, dona de casa, profissional de alguma área específica, conseguimos identificar que é possível usar algumas das dicas e ferramentas para melhorar o seu desempenho, começando sempre com uma base infalível: o simples e  bom planejamento e organização. 

A leitura é muito interessante, embora um pouco arrastada, pois são muitas coisas que temos que prestar atenção. O livro é bem colorido e ilustrado deixando o mesmo bem dinâmico. A editora está de parabéns, pois as ultimas obras que recebi estão em um formato bem diferente de disposição nas páginas, deixando os livros muito bonitos.

Se dizer que o mundo mudou é discurso de muitos, responder o que mudou é uma tarefa que poucos se aventuraram a enfrentar. Essa é uma questão extremamente complexa. E com pelo menos três agravantes. Primeiro: porque o mundo não mudou. O mundo está mudando. Segundo: porque estamos dentro do fenômeno e somos parte relevante dele. Terceiro: como não cometer um erro de avaliação, quando – ao que tudo indica – o fenômeno está só começando? Como dar a dimensão exata do mar, se estamos surfando uma onda que mal se formou?
Já que estamos falando de uma mudança de Era, que tal mudarmos também a nossa fonte de consulta? Que tal, em vez de irmos para os livros de negócios, gestão e história, nós olharmos para dentro do próprio fenômeno? E se nós, por exemplo, consultássemos a Wikipedia para ver o que ela diz a respeito?  
Multidisciplinaridade é a capacidade de realizar várias atividades diferentes, que exigem skills diferentes. É a capacidade de mudar de chip. Mas se você quiser que elas sejam bem executadas, você deve fazê-las com concentração e dedicação, uma por vez. Multidisciplinaridade não é um polvo. É um camaleão. 


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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Resenha Quando é inverno em nosso coração de Américo Simões.


Título: Quando é Inverno em nosso Coração.
Autor: Américo Simões.
Editora: Petit.
Número de páginas: 352.
Ano de lançamento: 2017.
Cortesia da editora.


Sinopse: Clara e Amanda são irmãs que cresceram num lar europeu, do final do século 19, quando os casamentos ainda eram arranjados pelos pais. Clara é apaixonada por Raymond, o jardineiro da família. Por ser a filha mais velha, se vê obrigada a se casar com o rico Raphael. Porém, às vésperas de suas bodas é acometida por uma doença desconhecida que a deixa à beira da morte. Para não interromper o acordo entre as famílias, Amanda se casa no lugar da irmã. Mas a troca das noivas não é bem recebida por Raphael, já que havia se apaixonado por Clara. O rapaz não supera a decisão, alheia à sua vontade, e passa a desconfiar de que a doença repentina da jovem é puro fingimento para evitar o matrimônio. Essa paixão não correspondida e um segredo inviolável marcarão para sempre a vida da jovem Clara e de todos que a rodeiam.

Opinião:

Sabe aquele tipo de livro que não conseguimos parar de ler e que ao mesmo tempo queremos parar de ler, pois são tantas coisas tristes que vão acontecendo ao longo da história que você fica pensando: "Por que tudo isso com só uma pessoa? Será que ela merece tanto sofrimento assim?"

Então a obra vai nos mostrando porque essas coisas estão acontecendo e que cada um tem apenas o que merece, nos fazendo refletir o motivo para determinadas circunstanciais acontecerem conosco.

Esse é mais um livro espírita que veio parar em minhas mãos e estou encantada com eles, pois cada história é mais interessante que a outra. Não sei se vocês acreditam nessas coisas, mas mesmo se não acreditarem, confiem e leiam como apenas uma história, pois é cativante e envolvente.

A história se passa a dois séculos atrás, quando os casamentos eram os arranjados e não interessava o que as partes envolvidas achavam disso, quem decidia e organizava tudo eram os pais. Assim, eram improvável alguém com dinheiro casar com um serviçal. E é ai que começam as complicações na vida de Clara, pois ela desde criança é apaixonada por Raymond, o faz tudo da fazenda onde ela vive, e esse amor é totalmente correspondido e também acobertado e apoiado por sua irmã Amanda.

Os anos vão passando e certo dia Clara descobre que fora prometida para Raphael, mas quando o jovem chega a casa das moças para conhecer sua futura mulher a primeira a encontra-lo é Amanda que fica perdidamente apaixonada por ele, achando injusto a situação de Clara que não nutre esses sentimentos pelo noivo e sim por Raymond. Acontece que esse acordo se firmou em função de uma dívida de família, então se faz gosto que o casamento ocorra o mais rápido possível e por incrível que pareça Raphael quer isso assim que bota os olhos em Clara.

Acontece que Clara adoece misteriosamente e os médicos informam que não sabem o que é e que infelizmente não podem fazer nada para ajuda-la e só resta a família esperar pelo pior. Então o pai das jovens rapidamente propõe a troca das jovens para quitar a dívida, enquanto Amanda fica realizada com essa noticia, Raphael fica inconformado, mas acaba obedecendo o seu pai. 

Ocorre que as coisas tem uma reviravolta. Enquanto o casal está em lua de mel, Clara milagrosamente começa seu processo de cura e volta a ter seu romance com o Raymond. Após, quando o casal retorna para casa, Rapahel começa a ter pensamentos negativos, insinuando que Clara estava fingindo sua doença, bem como descobre que ela tem esse romance secreto e começa a cercar a jovem, até que uma noite ele marca um encontro com a mesma fingindo ser o seu namorado e acaba que uma tragédia acontece, quando ficam cara a cara e ele cobra satisfações dela, enfurecendo-se e estuprando a jovem, dizendo que ela lhe devia isso por não ter cumprido a sua parte do acordo original.

Pouco tempo depois, Clara descobre que por conta dessa noite está grávida, então as coisas vão se complicando cada vez mais em sua vida, não bastando o trauma daquela noite ela está carregando o filho do marido da própria irmã. E nós, leitores, vamos vendo que Clara é sempre colocada a frente de diversos desafios, pois isso que está acontecendo é apenas o início das provações que ela terá que passar.

O livro mostra as várias dificuldades que uma jovem consegue enfrentar e nós vamos acompanhando e torcendo para as coisas irem tomando um caminho melhor para o fim dos sofrimentos e dificuldades.

A capa do livro é linda, mas achei as páginas meio amontadas, não tem o espaçamento que estamos acostumados a ver nos livros. Mas adorei a leitura e espero que vocês também gostem.



- Você me impediu de ser realmente feliz... Também não será feliz totalmente - riu com prazer. - Toda vez q se deitar com um homem vai me ver nos olhos dele. E verá em meus olhos, no mundo deles, o estrago que me fez, a felicidade que me roubou.
"Raphael era ", pensou Clara, "uma figura encantadora". Sim, era dessa forma que ela o via: uma figura. Não para ela, mas para outra mulher. Poderia até, com certeza, vir a se apaixonar por ele, se não tivesse conhecido Ray antes dele. Agora já era tarde. 
... numa cerimônia extravagante, Clara Bellmonte se casou com Octávio Dunfort, trajando um vestido de cetim branco, com buquê de rosas brancas, acompanhada de lindas damas de honra.
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