sábado, 21 de janeiro de 2017

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada de John Tiffany, Jack Thorne e J. K. Rowling.


Título: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada.
Autores: John Tiffany, Jack Thorne e J. K. Rowling.
Editora: Rocco.
Número de páginas: 352.
Ano de lançamento: 2016.
COM UM POUCO DE SPOILER.

Sinopse:
Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia,marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados. Ansiosamente aguardado por milhões de fãs, o oitavo livro da saga de maior sucesso de todos os tempos chega às livrarias de todo o Brasil no dia 31 de outubro, em edições brochura e capa dura. Harry Potter e a criança amaldiçoada é a edição impressa do roteiro de ensaio da peça escrita por J.K. Rowling em parceria com Jack Thorne e John Tiffany, que está em cartaz em Londres e se passa 19 anos após os acontecimentos narrados em Harry Potter e as Relíquias da Morte. Ponto forte: A oitava história, dezenove anos depois. Franquia de maior sucesso do mercado editorial mundial. Prateleira: Para novos e antigos fãs de Harry Potter e leitores de fantasia em geral.

Opinião:

Não é segredo para ninguém que eu amo Harry Potter e cresci junto com ele. E é uma ofensa chamarem esse livro de oitavo da série Harry Potter. Não dá nem para dizer que é uma fanfic bem feita, pois é mal feita e não observa coisas básicas da série.

Mas antes que eu comece a tagarelar e dessa vez tenho muito o que dizer para desabafar vou explicar um pouco da "história" para vocês.

Tiveram a genial ideia de escrever sobre Harry adulto e seus filhos. Fãs piraram. Eu pirei. O mundo pirou... Para vir a decepção. Ok, vou me conter. O livro começa com Alvo, filho mais novo de Harry, ingressando em Hogwarts. Alvo acaba parando na Sonserina e vira melhor amigo de Escórpio Malfoy. Até aí nada de mais. Contudo, após escutar uma conversa e por se sentir o diferentão, Alvo resolve usar um vira-tempo, que foi encontrado pelo Ministério da Magia, para voltar no Torneio Tri-Bruxo e tentar salvar Cedrico Digory. Claro que lidar com vira-tempo pode causar sérios danos. Então vamos para algumas tentativas que vão causando danos no tempo e vamos vendo algumas realidades alternativas.

No inicío, temos Hermione como Ministra da Magia, Rony cuidando da loja dos gêmeos Weasley, e Harry como Diretor de Execução das Leis da Magia.

Então vamos lá. Hermione não parece a Hermione. Harry não parece o Harry. Lembra que Hermione diz ao Harry que há coisas mais importantes como amizade e coragem? Esse Harry se esqueceu da amizade no meio do caminho. Rony só aparece para fazer palhaçada e Draco é como se não tivesse evoluído nada.

Pessoalmente, sempre impliquei com a Gina dos livros e nessa "obra" foi a personagem que mais gostei, junto com Escórpio. Para ver como saíram dos personagens.

Sinceramente, têm fanfics melhores que posso indicar para vocês com muito prazer. Creio que até eu escreveria algo melhor. Poção polissuco que muda voz? É... Temos isso, o que é totalmente contrário ao que aprendemos em "A Câmara Secreta".

Sério, Harry nunca se colocaria entre a amizade de Alvo e Escórpio, nunca. Vemos um Harry medonho nesse livro, medonho.

Alvo é um personagem que da vontade de chutar a bunda e aprecio o momento que Escórpio faz isso (com palavras).

Mas vamos ao vira-tempo. Sinceramente, se fosse fácil criar vira-tempo a história não se manteria, pois Sirius mesmo podia pagar por um e voltar para salvar Lily e Tiago logo após acontecer. Um ponto importante da saga foi quando houve a destruição dos vira-tempos, senão Harry teria tentado salvar Sirius, sem dúvida. E nessa "obra" temos não somente um vira-tempo. Temos dois!

Ainda, como se não bastasse todo drama do Alvo meupaiéfodãoenãoseivivercomisso, temos o drama de acharem que Escórpio é filho de Voldemort e não do Malfoy. Mas claro que isso não se compara a Voldemort ter uma filha com Belatrix.

E no fim, nos vemos de volta a noite em que Lily e Tiago morreram, com Harry assistindo sem fazer nada, depois de ter enfrentado a filha de Voldemort.

Gente, é como se pegassem uma fanfic de quinta categoria e nos tentassem enfiar goela abaixo! Não dá para levar essa "obra" a sério. Tem que considerar como fanfic senão você fica p* da vida.

Imagino que deve ser lindo ver no teatro, como peça e não como algo oficial da série. Ainda, estou tentando entender como J. K. Rowling deixou fazerem isso.

Claro que entendo que, como fãs, vocês vão querer ler. Eu mesma quis. Mas gente, vão se preparando para a decepção, pois ela é ENORME!

PS.: A nota seria zero, mas meu namorado insistiu em dar pelo menos um já que a escrita está ok.



Amos
Dois meses se passam e recebo uma coruja, "Sr. Diggory, lamento profundamente, mas o sr. Potter foi chamado para resolver assuntos urgentes, teremos de alterar as coisas um pouquinho, o senhor está disponível para uma reunião, digamos, em dois meses?". Depois isso se repete, repete... Você está me evitando.

Gina
Alvo é diferente, e isso não é bom? E ele pode saber... ele sabe... quando você está usando a fachada de Harry Potter. Ele quer ver o verdadeiro você.

Harry
Existe um mapa. Costumava ser usado por aqueles que se comportavam mal. Agora vamos usá-lo para ficar de olho... permanentemente... em você. A professora McGonagall vigiará cada movimento seu. Sempre que vocês forem vistos juntos... ela aparecerá voando... sempre que vocês tentarem sair de Hogwarts... ela vai voar. Espero que você vá às aulas,  agora nenhuma delas será na turma de Escórpio, e, nos intervalos, você não sairá da sala comunal da Grifinória!

Escórpio
O mundo muda e nós mudamos com ele. Estou melhor neste mundo. Mas o mundo não é melhor. E eu não quero isso. 

    
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Resultado Top Comentarista de Novembro.


Culpada! Admito que entrei na semana de provas e me esqueci totalmente. Depois fui para as férias sem internet e fui lembrar (ver) quando voltei. Mas antes tarde do que nunca né? Nãomematemporfavor.

Teve empate entre quatro participantes. Então houve sorteio: 


Parabéns Rudynalva! Entrei em contato com você por e-mail e aguardo seus dados!

 
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Resenha Escândalo de Cetim de Loretta Chase.


Título: Escândalo de Cetim.
Autora: Loretta Chase.
Editora: Arqueiro.
Número de páginas: 272.
Ano de lançamento: 2016.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Irmã do meio entre as três proprietárias de um refinado ateliê de Londres, Sophia Noirot tem um talento inato para desenhar chapéus luxuosos e um dom notável para planos infalíveis. A loura de olhos azuis e jeito inocente é na verdade uma raposa, capaz de vender areia a beduínos. Assim, quando a ingênua lady Clara Fairfax, a cliente mais importante da Maison Noirot, é seduzida por um lorde mal-intencionado diante de toda a alta sociedade londrina, Sophia é a pessoa mais indicada para reverter a situação. Nessa tarefa, ela terá o auxílio do irmão cabeça-dura de lady Clara, o conde de Longmore. Alto, musculoso e sem um pingo de sutileza, Longmore não poderia ser mais diferente de Sophia. Se a jovem modista ilude as damas para conseguir vesti-las, ele as seduz com o intuito de despi-las. Unidos para salvar lady Clara da desonra, esses charmosos trapaceiros podem dar início a uma escandalosa história de amor... se sobreviverem um ao outro. Em Escândalo de Cetim, segundo livro da série As Modistas, Loretta Chase nos presenteia com um dos casais mais deliciosos já descritos. Além de terem uma inegável química, Sophia e Longmore são divertidos como o rodopiar de uma valsa e sensuais como um corpete bem desenhado.

Opinião:

Fazia muito tempo que um romance de época não me surpreendia e me viciava tanto!

Escândalo de Cetim é o segundo livro da série As Modistas que está sendo publicada no Brasil pela Editora Arqueiro. O primeiro, que ainda não li, conta a história da irmã Marcelline, e esse segundo conta a história da irmã do meio, Sophia Noirot.

As três irmãs Noirot tem uma loja de vestidos chamada Maison Noirot. Marcelline é a que inventa os vestidos, Sophia lida com os clientes e Leonie cuida da parte financeira.

Acontece que Sophia também trabalha para o jornal Spectacle e para fazer suas notícias comparece em vários locais disfarçada.

O Conde Longmore, por sua vez, não faz nada da vida. Dorme até tarde e saí a noite para fazer farra. É irmão de criação do marido de Marcelline, o duque de Clevedon. A mãe de Longmore, a marquesa de Warford, odeia as Noirot já que havia planejado que sua filha Clara se casasse com o duque de Clevedon.

O que termina juntando Longmore e Sophia é um escândalo envolvendo Clara. Um homem chamado Adderley, que estava afundado em dívidas, embebeda Clara e depois a leva para a varanda onde abaixa o vestido dela, aparecendo parte dos seios, e os amigos deste chamam as pessoas para a varanda a fim de presenciar o fato. Assim, para manter a reputação de Clara somente resta se casar com ele.

Ocorre que Clara não tem a mínima vontade de casar com Adderley e resolve fugir para se livrar desse destino.

Assim Sophia e Longmore embarcam em uma aventura atrás de Clara, que é a melhor cliente da Maison Noirot, motivo pelo qual é importante que ela não se case com um endividado, além do fato das Noirot gostarem genuinamente da moça.

Os diálogos de Sophia e Longmore são rápidos e inteligentes. Quando você acha que os dois estão se acalmando e convivendo bem eles aprontam outra e voltam a jogar um com o outro.

Longmore não se apresenta como aquele bom moço que gosta de farra. Ele se apresenta como um conde mimado que gosta de farra e de mulheres e não tem muito de bom moço, nem por isso é um escroto, só não liga muito para floreios e gosta de uma briga.

Sophia também foge do estereótipo, ela não fica se preocupando com as convenções da época, somente com as pessoas e com sua loja. Aquela coisa de mocinha virgem até o casamento não é importante para ela, assim como o próprio casamento não o é.

Além disso, Sophia se disfarça como ninguém. Consegue participar dos eventos que desejar com vários disfarces e termina usando-os várias vezes no decorrer da obra.

Admito que estava ficando cansada dos romance de épocas, por se repetirem muito, mas Loretta Chase foge totalmente do padrão e me deixou morrendo de vontade de ler o restante da série. É uma autora que foi para o meu caderninho de preferências.

Totalmente indico esse livro para quem gosta de um bom romance com diálogos apimentados. Adorei!!! <3

A capa também é linda. Investiram no vestido, visto que este é um livro que fala deles, já que as Noirot são proprietárias de uma loja de vestidos.


Longmore olhou na direção dos gritos. Um garoto esfarrapado estava preso nas costas do assento. Sophia o segurava pelo braço com uma expressão divertida. Longmore só conseguiu olhar para os dois de relance. Seus cavalos, as outras carruagens e demais pessoas estavam demandando toda a sua atenção.

- Recomendo que se poupe de um enorme incômodo e pare de lutar contra mim - continuou ela. - Quero aquele garoto e não vou desistir dele por nada.

- Srta. Noirot, a senhoria disse que queria uma descrição do cabriolé. Sugiro que pegue pena e papel. Eu encomendei aquele veículo especialmente para Clara e me lembro de cada detalhe. E, caso eu me esqueça de algum, Valentine nos lembrará. Na ocasião, ele ficou com muita inveja por eu não ter comprado a carruagem para ele.

- Como a senhorita sabe dessas coisas? - indagou Longmore. - Quando uma lojista encontra tempo para aprender quem era Pigmaleão? Onde aprende a falar com esmero?

- Algumas vezes, eu sei somar dois e dois. Todas aquelas pistas que você deixou escapar sobre o seu passado. Eu sabia que tinha que haver uma história, mas estava ocupado demais tentando seduzi-la para fazê-la revelar. Mas hoje, de repente,  tudo ficou claro para mim.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Resenha Quando o Amor Bater à Sua Porta de Samanta Holtz.


Título: Quando o Amor Bater à Sua Porta.
Autora: Samanta Holtz.
Editora: Arqueiro.
Número de páginas: 304.
Ano de lançamento: 2016.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Ele tem um passado do qual não se lembra. Ela precisa esquecer o seu. Malu Rocha é uma escritora de 29 anos independente, confiante e bem-sucedida. Mora sozinha em São José dos Pinhais, perto de Curitiba, onde mantém uma rotina regrada de pedalar todas as manhãs, escrever e, semanalmente, visitar o avô de 98 anos em uma casa de repouso. Porém sua vida toda controlada sai do eixo quando um homem bate à sua porta e se apresenta como Luiz Otávio Veronezzi, dizendo ter perdido uma reunião marcada com ela. Malu não se lembra do compromisso e sua primeira reação é dispensá-lo. Mas o belo desconhecido insiste, explicando que sofreu um acidente de carro, ficou em coma e perdeu a memória, assim como seus documentos. As únicas coisas que restaram foram um pouco de dinheiro e um papel com o nome e o endereço de Malu, o nome dele e a data da reunião. Luiz confessa que a escritora era sua última esperança para descobrir a própria identidade. O problema é que ela não tem a menor ideia de quem ele seja. Desconfiada, mas sentindo-se responsável pelo acontecido, Malu decide ajudá-lo e embarca em uma jornada para descobrir quem ele é – o que acaba trazendo à tona muitos fatos sobre si mesma, seus medos e segredos mais bem guardados, além de um passado que preferia esquecer. A bela narrativa e a trama que prende do começo ao fim nos convidam a acompanhar Malu e Luiz nessa busca que se transforma em uma história de amor de tirar o fôlego.

Opinião:

Malu é uma escritora de romances super famosa, mas fica sem reação quando tem que responder a simples pergunta "O que é o amor para Malu Rocha?" ao ser indagada por uma repórter. 

A protagonista começa o livro meio chatinha, tem sua rotina bem definida: sair para pedalar, em dias determinados passar na Instituição de Longa Permanência (asilo) onde o avô encontra-se  e depois começar seu processo de escrita.

A única coisa que foge da Malu controlada é sua mania de guardar a coluna do Doutor Love que é publicada no jornal. Malu tem uma caixa onde esconde todas as colunas recortadas dos jornais.

O livro começa mostrando como Malu encara a referida pergunta da repórter, bem como o jeito do seu dia a dia. Também conhecemos Rebeca, a assessora atrapalhada de Malu, a qual somente foi contratada como um favor a um amigo. 

Nesse momento, Malu está passando por dificuldades na escrita de seu novo livro que tem como protagonista Ana Clara e Luiz Otávio, pois não sabe como fazer um final realista e ao mesmo tempo agradar seus leitores. 

Eis que um dia aparece um homem na sua porta dizendo se chamar Luiz Otávio e ter perdido a memória, tendo a procurado para ver se sabia quem era, visto que a única coisa que encontrou no seu bolso foi um papel com o nome de Malu e o dia de uma reunião. 

Malu não sabe quem é o homem e Rebeca, vivendo atrapalhada com as agendas, perdeu tudo quando seu computador deu pane e também não se lembra quem é o homem. 

Ocorre que algo desperta em Malu quando encontra Luiz e por mais que ela tente calar sua voz interna a medida que vão se reencontrando ela decide ajudá-lo a descobrir quem é.

Sim, no decorrer da história vão surgir fagulhas entre os dois, mas o legal é que a autora não faz eles ficarem rapidão. Os personagens tem consciência que não sabem quem Luiz é realmente e que ele pode ter uma família.

Ao mesmo tempo Malu vai mudando e voltando a ser o que era antigamente.  No decorrer da obra também descobrimos mais sobre a personagem e seu passado, o que a levou a se fechar para as pessoas.

O foco do livro não é o romance, mas sim os personagens se descobrindo. Malu tentando descobrir quem é e quem gostaria de ser e Luiz tentando descobrir seu passado.

O humor da história fica por conta de Rebeca que é uma tagarela e embora seja extremamente atrapalhada se esforça genuinamente no seu trabalho, visto que ela é super fã de Malu. 

Gostei da história. Admito que achei o início meio chatinho, mas ele é necessário para você ver as mudanças que vão acontecendo com Malu no decorrer do livro. Se vê logo de início que a autora mergulhou fundo na construção dos personagens e nenhum deles parece estar ali só por estar.

A capa tem tudo a ver com o nome do livro e as flores combinam com o decorrer dele. É simples e mesmo assim consegue ser bonita e chamar atenção. 



Balançou a cabeça para afastar os pensamentos tolos. Não havia nada de errado em sua rotina. E, afinal de contas, não era para sua vida que precisava encontrar um novo rumo, era para seu livro. Apenas para seu livro. 

Vovô estava certo, ela pensou. O melhor combate à insônia é, de fato, a consciência tranquila.

- Você defende esse nome como se fosse sua verdadeira identidade. Como se Malu fosse um escudo da Maria Luiza. A rosa que se esconde por trás da rocha...

Naquele dia, mais do que em qualquer outro, ela foi uma verdadeira escritora.

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domingo, 15 de janeiro de 2017

Resenha Ligeiramente Pecaminosos de Mary Balogh.


Título: Ligeiramente Pecaminosos.
Autora: Mary Balogh.
Editora: Arqueiro.
Número de páginas: 272.
Ano de lançamento: 2016.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Em meio à Batalha de Waterloo, lorde Alleyne Bedwyn é ferido e dado como morto pela família. Ao acordar, ele se vê no quarto de um bordel sem lembrar quem é ou como foi parar ali. Sua única certeza é que deseja conquistar o coração do anjo que cuida dele todo dia. Contudo, assim como ele, Rachel York não é quem parece. Depois de enfrentar uma situação difícil, que a levou a viver numa casa de pecados, agora a bela e inteligente jovem precisa recuperar seu dinheiro e as economias das amigas prostitutas, roubados por um falso clérigo. E o belo soldado de quem vem cuidando parece perfeito para se passar por seu marido e ajudá-la em seus planos. Porém, apesar de ter perdido a memória, Alleyne não perdeu nada de sua sedução. De volta a Londres, os dois se envolvem em um escândalo pecaminoso e, a cada beijo, esquecem que seu relacionamento é apenas uma farsa e ficam mais perto de se entregar à paixão. Neste quinto livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh apresenta um romance repleto de humor, com personagens carismáticos que o leitor não conseguirá abandonar ao fim da história.

Opinião:

Ligeiramente Pecaminosos é o quinto livro da série Os Bedwyns, mas não é necessário você ter lido os livros anteriores para ler esse. Eu mesma não li todos os anteriores.

Rachel York encontra sua antiga ama Bridget nas ruas de Bruxelas e descobre que agora ela é uma prostituta assim como Flossie, Geraldine e Phyllis. Rachel, mesmo assim, decide ser amiga delas. Porém, termina causando mais dano que bem, pois seu noivo, Nigel Crawley, convence-as a dar suas economias, destinadas a futura construção de uma pensão, para que guarde em um banco em Londres.

Contudo, na ida para Londres Rachel descobre que Nigel e a irmã deste são vigarista que planejam roubar a sua futura herança e acaba fugindo e retornando para Bruxelas, onde conta para suas amigas que as economias delas se foram.

As quatros acolhem Rachel e decidem que precisam ir atrás de Nigel. Para tanto, precisam de dinheiro e em consequência, elas tem a ideia de irem catar pertences valiosos dos cadávares da Batalha de Waterloo. Rachel, como se sente culpada, concorda em ir junto.

Ocorre que Rachel encontra um homem nu e desacordado que ainda está vivo e consegue ajuda de um ex-soldado, Strickland, para levá-lo a um médico. Após, ela descobre que ele perdeu a memória e o leva junto com o ex-soldado para a casa de suas amigas. Ou seja, invés de ajudá-las a recuperar dinheiro, acaba conseguindo mais gastos.

Quando o homem acorda, Rachel o apelida de  Jonathan e este termina tendo um plano para que Rachel consiga ter sua herança e ajudar suas amigas.

Eles planejam fingir que se casaram e convencer o tio de Rachel a aprovar o casamento e liberar as joias que foram deixadas para esta, assim eles não tem que esperá-la alcançar a idade de 25 anos. 

Mas as coisas não acontecem como esperavam e acabam descobrindo que o tio de Rachel não era o homem horrível que ela pensava. Ao mesmo tempo que ela e Jonathan vão se aproximando e as quatro amigas vão construindo novas vidas na casa do tio de Rachel.

O livro não inova dentro da categoria romances de época. Possivelmente, o que você pensa no começo vai acontecer no decorrer dele. Mas essa é parte da graça de se ler romances de época, saber que o final vai remeter aos antigos contos de fadas.

O que mais gostei da obra são das quatro prostitutas, estão sempre bem malucas e ao mesmo tempo com um coração tremendamente generoso.

Rachel também se sobressai se importando mais com as amigas do que com ela mesma, mas em alguns momentos termina sendo cabeça dura demais. Jonathan termina sendo irritante em algumas partes do livro, mas se recupera em outras.

Admito que minhas partes favoritas foram quando todos se reuniam e acabavam tendo um plano mais mirabolante que o outro. 

A obras trás uma história romântica e que consegue manter um ritmo agitado que não cansa ao leitor. 

Quanto a capa, não consegui imaginar Rachel como a mulher exposta nela, eu diria que do pescoço para baixo da mulher eu adorei a capa, mas a expressão não me lembra a Rachel que imaginei.

 
- Morri e fui para o céu - murmurou, fechando de novo os olhos. - E o paraíso é um bordel. Ou seria um inferno cruel, já que, lamentavelmente, pareço incapaz de aproveitar as vantagens  da minha boa sorte?

Ora, maldição, aquele não fora um discurso muito cavalheiresco da parte dele, certo? Acabara de informar a uma dama que a primeira experiência sexual dela tinha sido um grande erro e que ela fora uma decepção para ele.

Do ponto de vista de uma pessoa com os pés plantados na terra, um cavaleiro não parece muito distante do chão. Mas quando você é o cavaleiro, ou pelo menos você está sentado diante do cavaleiro - o que dá no mesmo -, o chão parece assustadoramente distante.

No dia seguinte... Ainda não pensaria no dia seguinte. Antes havia aquela noite para viver.
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Resenha Lynn & A Irmandade do Esmeralda de Pedro Ivo Oliveira.



Título: Lynn & A Irmandade do Esmeralda.
Autor: Pedro Ivo Oliveira. 
Editora: D'Plácido.
Número de páginas: 425.
Ano de lançamento: 2014.
Cortesia da Editora.

Sinopse:
Quando o melhor amigo de Lynn, Cigano, alega ter encontrado um mapa elaborado pelo próprio Barba Dourada, seus companheiros imaginam se tratar apenas de uma desculpa para se aventurarem na ilha onde o lendário capitão pirata supostamente escondeu seu tesouro séculos atrás. O que o grupo de adolescentes não sabe é que o lugar para o qual se dirigem é protegido por um ancestral Deus da Morte e sua misteriosa maldição, e que a sobrevivência de cada um deles dependerá do quão forte forem seus laços de amizade. Enquanto isso o mago Morgan viaja através da Europa em uma tentativa desesperada de colocar em marcha diversos eventos necessários para a improvável salvação da humanidade. Assim tem início a jornada de Lynn, um jovem espadachim que terá de lutar com todas as forças para manter um minúsculo fio de esperança em meio às trevas que se erguem ao seu redor. A história de uma batalha dolorosamente impossível de ser vencida, mas que ainda assim tem de ser travada. Por amizade, por coragem, por amor.

Opinião:

Vamos viajar para uma terra onde lutas por território, magos e mapas de tesouro existem? Esse livro contém todos esses elementos, isso que nem falei em aventura, pois essa é uma atrás da outra.

Tudo começa com o nascimento de um menino. Ele é filho de Éfero, um dos maiores guerreiros existentes, o problema é que ele tem uma profecia a cumprir o que acaba fazendo com que seja caçado por muita gente, e justamente no dia do nascimento de seu primogênito Lynn, ele e sua esposa são atacados, ela teve apenas tempo de dar um nome ao bebê e Morgan, um mago, conseguiu transferir a profecia para a criança e fugir com a mesma.

Lynn foi adotado por uma família de escolha do Mago, foi levado à uma pequena vila chamada Oakhill onde nem imaginava o que o futuro lhe reservava. Ele tinha uma vida normal, escola, amigos e vivia se metendo em encrenca por causa destes amigos, mas principalmente de Cigano, um jovem que apareceu na cidade, sem família, mas que foi aceito pela comunidade e virou seu melhor amigo. 

Certo dia, Cigano chega falando que encontrou um mapa do tesouro e que quer se aventurar em busca dele. O grande problema é como ele conseguiu esse mapa e como eles vão conseguir um barco para viajar. Aí começamos a ver o quanto eles são inteligentes e companheiros, pois eles conseguem passar o Mago Morgan pra trás, visto que vendo o mapa original a dupla já tinham conseguido fazer uma cópia fiel e conseguiram ganhar um barco jogando com um pirata.

Depois disso só bastava encontrar a tripulação para ir com eles, e assim foi, prometendo riquezas e outras coisas que eles embarcaram para uma aventura totalmente desconhecida junto com seus amigos.

O livro é dividido em duas narrações, uma história dos rapazes e outra sobre mago, pois ele também esta atrás de objetos mágicos que foram roubados. Confesso que gostei mais da primeira, pois é uma leitura mais corrida, enquanto a do mago parece ser mais pesado os acontecimentos.

É uma leitura ótima para quem gosta de aventura, pois até eles conseguirem sair de viagem acontecem várias coisas no livro, deixando o leitor com bastante curiosidade. Só contei um pouquinho da aventura principal. O que reparei enquanto lia é que os capítulos são separados apenas por uma figura (que se repete) contei por cima 4 diferentes e por números romanos, mas continuam na mesma página. As folhas da obra são amareladas e a letra em um tamanho ótimo para leitura.

Espero que vocês gostem, se divirtam e se aventurem assim como eu.


- Achei que nunca mais receberia sua visita, Morgan.
- Você é a rainha das amazonas!? De todas as pessoas que eu poderia encontrar, a senhora era uma das minhas últimas apostas...
- tenho sido, por enquanto. Mas minha hora vai chegar, então será a vez de outra. Mas não falemos sobre o futuro, vamos começar pelo passado. Desde que meu filho morreu estu esperando a sua visita.
"O ser humano é a própria definição de corrupção, porque almeja o poder pelo poder, e quando o detém intensifica os meios destrutivos dos quais se vale sem que haja qualquer tipo de ampliação qualitativa dos fins."
 - Perfeito:  Voltando ao ponto principal: nosso inimigo tem sentidos muito apurados. Todos os sentidos sem exceção. A audição é suficiente para detectar qualquer aproximação, enquanto o faro permite que ela identifique com precisão os seres vivos que estão próximos. A visão também é melhor do que a nossa, especialmente no escuro. Até o paladar é muito sensível, de forma que rejeita alimentos estragados ou envenenados. Por fim, o tato é tão apurado que consegue detectar flutuações térmicas virtualmente imperceptíveis, e até mesmo correntes suaves de ar não escapam de seu radar.
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