terça-feira, 18 de setembro de 2018

Uma Capa Encantadora... O Jardim Esquecido.


Acredito que essa capa me chamou atenção, pois me lembra a Katniss (Jogos Vorazes). Obviamente, deve ser a trança que me lembrou ela, pois o enredo das obras não se relacionam aparentemente (não li este livro).
Também devo admitir que o verde das plantas sempre é um fundo confiável, inclusive e principalmente, para fotos (fica a dica).


Você tem uma capa de livro que acha encantadora? Então mande a imagem e descreva o porque adora ela para caths_m@hotmail.com e postamos sua capa e opinião aqui no FB.
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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Resenha Branca de Neve - Os Contos Clássicos.


Título: Branca de Neve.
Autor: Vários Autores.
Editora: Generale.
Número de páginas: 210.
Ano de lançamento: 2012.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Entre os diversos autores presentes na publicação organizada por Alexandre Callari estão, os irmãos Grimm, o aristocrata Giambattista Basile, os folcloristas Joseph Jacobs, Laura Gonzenbach, Thomas Frederick Crane e Ernst Ludwig Rochholz, o romancista Alexandre Pushkin, além de um conto do próprio Alexandre Callari, que deu via a sua própria Branca de Neve, recontando a história da bela de uma maneira peculiar. As histórias de cada autor se passam nas mais variadas regiões europeias e abordam diversos temas bem atuais e humanos como a inveja, ciúme, traição e mentira, algumas com uma pitada de romance, terror, suspense e até mesmo tragédia. Todos os contos presentes no livro vêm com um comentário e análises que visam o entendimento dos elementos que compõem suas origens, já que as narrativas contém um pouco do folclore de diversos países como a Itália, Alemanha, Suíça, Escócia, Rússia, entre outros locais. Além de incorporar sua própria história sobre a Branca de Neve, Alexandre Callari também comenta sobre as variações da história e da própria personagem ao longo de cada conto e cada versão, analisando também os filmes com a personagem, desde o primeiro lançado em 1902 até os que estão prestes a serem lançados.

Opinião:

Oi gente, vim aqui para escrever sobre um clássico. Ouso dizer que uma das minhas histórias preferidas. Estamos falando de quem?!? Uma menina linda com a pele branca como a neve, lábios vermelhos como o sangue e cabelo pretos como ébano... Sim! A Branca de Neve em todas suas características peculiares.

Mas esse livro não conta a história que a maioria conhece, que é o famoso conto de fadas  da Disney. Nesse caso a obra é dividida em 3 partes. 

1ª Parte: Contam como surgiu a história e dizem que pelo fato de antigamente os romances passarem de pessoa para pessoa sem registo físico, inclusive, atravessando os países, eles iam mudando e incorporando algumas características da região.
Já adianto, que li os contos e a essência não muda: uma jovem muito bela que sempre corre risco de vida por causa da inveja de outra pessoa. 
Porém, existem algumas variações, exemplificando, nem sempre tem os anões, teve história que mostrou que em determinada região a bigamia era aceita e nem sempre era a madrasta que queria a morte da jovem. 

2ª Parte: Nos mostra que a história continua evoluindo e tendo variações, um pouco mais sutis e se tornando um pouco mais comercial, pois mostra inúmeras peças de teatro que foram feitas a partir do conto e também os filmes, incluindo até os mais recentes.

3ª Parte: Um conto totalmente novo com o nome: Mundo dos espelhos - Lobos, Sangue e Neve.

Confesso que demorei um pouco para ler este livro, pois os contos são muito estranhos diante da imagem que tinha da Branca de Neve. Embora muitos saibam sobre os Irmãos Grimm e que eles tem uma versão mais macabra sobre a história, tem coisa bem pior que foram contadas antes por outros autores. Em alguns momentos, parei e fiquei pensando, meu deus como as pessoas conseguiam ser criativas a esse ponto e tinha que me lembrar que originalmente o conto era para adultos, contado em grandes salões para entreter o povo da cidade.

Por fim, quanto a aparência do livro, absolutamente tudo a declarar!! Capa totalmente no tema, contem muitas ilustrações e todas as páginas tem uma borda detalhada. 


Havia um viúvo que tinha uma filha. A menina tinha entre 10 e 12 anos de idade. Seu pai a mandou para a escola e como ela estava totalmente sozinha no mundo, sempre a elogiava para a professora.

Era uma vez, um rei que tinha uma esposa cujo nome era Árvore-Prateada, e uma filha cujo nome era Árvore- Dourada. Certo dia, Árvore-Dourada e Árvore-Prateada fora a um vale estreito onde havia uma nascente, e nela havia uma truta.

Era uma vez, em meio ao inverno, quando flocos de neve caíam como plumas do céu, uma bela rainha, sentada ao pé de sua janela cuja madeira era feita de ébano escuro. Enquanto bordava, ela olhou para os flocos caindo e picou o dedo com sua agulha. Três gotas de sangue se derramaram na neve. O vermelho sobre o branco era tão lindo, que ela pensou: "Se ao menos eu tivesse uma filha tão alva como a neve, tão carmesim como o sangue e tão negra quanto esta moldura!"
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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Resenha Acasos de Paulo Santos.



Título: Acasos. 
Autor: Paulo Santos. 
Editora: Chiado.
Número de páginas: 458.
Ano de Lançamento: 2017. 
Cortesia do autor. 

Sinopse: 

Um homem, criado numa instituição de acolhimento muito especial, torna-se um economista bem-sucedido ligado à área social. A sua vida é pautada por inúmeros acasos e, num destes, cruza-se com um animal. Juntos darão outro sentido às suas existências e enfrentarão o maior desafio das suas vidas. Um romance onde discursos fluentes enlaçados em narrativas descritivas conduzem o leitor à história, tornando-o, simultaneamente, parte da ação e narrador. De uma intensidade crescente, Acasos não permite que se fique indiferente à sua leitura.

Opinião:


Olá!! Hoje vim falar de um livro diferente. Já adianto que a ideia geral da obra é boa, mas não consegui gostar de Raul, talvez seja algo muito pessoal meu, mas vou explicar ao longo da resenha. Contudo, preciso informar para vocês que o livro não foi traduzido, então ele é em português de Portugal, isso não é um grande problema na hora de ler, porém incomoda algumas expressões usadas que não entendemos. 

Logo, vamos a história: Raul é um jovem que foi criado em uma espécie de orfanato. A diferença é que era uma instituição privada, bancada por um senhor muito rico e eles cuidam para que o lugar tenha um ar de lar, onde é dado condições maravilhosas de moradia e também uma ótima educação. Foi assim que o protagonista se transformou em um adolescente prodígio e se tornou o braço direito do fundador do local, vindo a trabalhar ajudando os interesses da instituição. Além disso, formou-se em economia, tornou-se herdeiro do dono da instituição e acabou como um dos administradores do local.

Dessa forma, vamos acompanhando o dia a dia do jovem. Observamos  ele quando descobre que um filhote de cachorro invade o apartamento. Aí passamos a ver o dilema sobre se ele adota ou não o cachorro, o qual ele chama de Bota, pois foi o primeiro local onde ele viu o cão, dentro da sua bota, e vamos vendo as mudanças de atitude dele a partir dessa convivência.

Até agora não falei o porque não gostei do Raul, mas foram basicamente por três motivos: (1) o nome do cachorro, coisa mais sem lógica, Bota; (2) ele foi muito imbecil quando pensou em se livrar do bichinho levando para canil ou associação de animais para adoção; (3) ele era um cara estranho, pois todas as mulheres com quem ele falava (fosse por telefone), ele queria conhecer e dava em cima, por exemplo: quando ele ligou para a clínica em busca de informações e enquanto a mulher que o atendeu explicava os procedimentos a serem tomados, ele ficava imaginando como será que ela é?!?! Bonita, alta, magra, etc... Tomara que eu a encontre quando chegar lá, pois sua voz é muito bela e doce. E quando ele encontrou a mesma ao invés de conversar normalmente era sempre em tom de flerte. Ainda, não bastando isso se interessou pela veterinária da ONG, então ele fez visitas para impressionar ela, inclusive preencheu formulários onde ele se tornaria um colaborador financeiro da clinica, e só assim com as visitas frequentes e insistência da mulher que ele prestou atenção no pet e resolveu adotá-lo, mas nas primeiras dificuldades ele já pensava em devolver a Bota. 

Sim, vi a evolução dele como ser humano após a adoção, e vamos acompanhando o carinho crescer e eles se tornarem companheiros e muito amigos (quem tem pet sabe como é), passando por muita coisas juntos.

Quanto as características gerais do livro, é uma leitura rápida, emocionante, folhas próprias de leitura e a letra de um tamanho ideal. A capa tem tudo a ver com a história.



Foi, portanto , com surpresa que, com tal responsabilidade sobre seus ombros, se apercebeu de que Bota despontava em crescendo no seu pensamento.

Raul tina dado entrada na véspera do dia da operação e a ansiedade que a aproximação do momento se encarregava de ampliar, aliava-se a sua preocupação com Bota, cujo estado de saúde se agravara, obrigando a nova ida a clínica.

Na realdade, Raul só teve tempo para um pensamento que veio ao seu encontro e que o fez esboçar um sorriso preocupado: BOTA!

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sábado, 14 de julho de 2018

Resenha Tesão de Tico Santa Cruz.


Título: Tesão.
Autor: Tico Santa Cruz.
Editora: Belas Letras.
Número de páginas: 128.
Ano de lançamento: 2013.
Cortesia da editora.

Sinopse:

Esqueça a ordem poética da sedução neste livro de Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas Roque Clube. Porque os contos e poemas eróticos de Tesão conduzem o leitor a um mundo sem limites, sem preconceitos. A uma atmosfera enigmática que instiga a imaginação e desperta o desejo por uma aventura que entorpece o corpo. Carne, sexo, violência e força – o encontro de dois animais num confronto vital pela continuação da existência. O primitivo, o condenável, o que os outros não têm coragem de levar adiante por medo do pecado e do julgamento divino. Um prazer que assassinou a culpa, depois cuspiu o sangue no chão.

Opinião: 

Oi!!! Vamos para mais uma leitura diferenciada, proporcionada pelo escritor Tico Santa Cruz. Estou totalmente perdida em como descrever o livro, então vou indo devagarinho para ver se vocês apreciam esse tipo de leitura. 

A obra é composta por 32 contos e pelo título do livro vocês já podem imaginar do que se trata. 

Para as mulheres que gostam de um romance picante, esqueçam, pois o livro está mais para um porno e dos bem baratos. Julguem-me, mas quem nunca ouviu uma zoação sobre algum filme porno onde está tudo normal e do nada começa a cena do "ato"? O livro é exatamente assim.

Enquanto o lia, comecei a me preocupar com os quotes, pois o palavreado utilizado é bem aberto e descritivo. Não sei vocês, mas sou bem criativa e lendo o livro é muito fácil de imaginar as cenas acontecendo, até porque a obra consegue passar a ideia de como são as relações entre homens e mulheres reais, sem a falsa ilusão do romance, apenas tesão, sexo, prazer, vontades... 

A capa do livro contém uma ilustração tudo a ver com o tema, e ela não é a única, ao longo do livro existem várias. Algumas retratando posições sexuas e outras silhuetas de mulheres. Nesse livro também foi utilizado o esquema de páginas amarelas para leitura e preta para destacar a troca dos contos.

Confesso que não é uma das minhas leituras preferidas, pois chega a um ponto que as coisas parecem que se tornam repetitivas. Acredito que se fossem menos contos não fariam falta e mesmo assim passariam a mesma mensagem proposta pelo autor. Mas para quem gosta... É um prato cheio, do tipo transbordando.




Quero que se sinta bem. Não te condeno mesmo que só por um momento UM POUCO DE MIM E QUASE ME ENVENENO. Bons sonhos.
Eu sonhei essa noite que estávamos eu, você e mais uma pessoa. Não lembro bem quem era, mas se divertia muito com a situação e a situação me divertia muito também. Você estava linda. Especialmente linda.
Em cores vivas, de um olhar suave e canto tranquilo. Como se fosse um sonho daqueles que se sonham à tardinha. É a paz que invade o conflito que antes explodia em terremotos dentro do peito. Mistura de ânsia, desejo, malícia e meditação.
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quinta-feira, 12 de julho de 2018

Resenha Clube da Insônia de Tico Santa Cruz.




Título: Clube da Insônia.
Autor: Tico Santa Cruz.
Editora: Belas Letras.
Número de páginas: 104.
Ano de lançamento: 2012.
Cortesia da editora.


Sinopse:



Na noite, a fúria e a paixão se encontram. O submundo emerge às ruas, evocando gente esquecida que não tem vez nem voz e perambula pela cidade em busca de luz. A noite também é a casa da diversão sem hipocrisia, da embriaguez, da luxúria, das angústias e das reflexões de quem não consegue adormecer antes de a loucura se recolher novamente aos seus abrigos diurnos. De olhos bem abertos, o músico Tico Santa Cruz, líder da banda Detonautas Roque Clube, leva o leitor a um mergulho na escuridão para compartilhar seus medos e seu inconformismo, em textos viscerais que pulsam do início ao fim, madrugada adentro, até o sol nascer.



Opinião: 

Olá.

Algum tempo atrás li um livro do Tico Santa Cruz e adorei, uma história envolvente cheia de loucuras, então quando surgiu a oportunidade de ler outros livros dele aproveitei, porém não era exatamente o que esperava. Fui surpreendida de uma maneira boa.

Esse livro é formado por 22 "contos", as aspas existem porque não sei bem como descrevê-los. Alguns são poesias, outros pensamentos e alguns até parecem com uma letra de musica que nunca será cantada. Ainda, como muitos de nós sabemos, o autor é muito ativo nas redes sociais quanto a questões politicas e gosta de expor seus idealismos e isso não poderia ficar de fora, escrevendo algumas criticas e alfinetadas, não só ao governo, mas a população que aceita o que é feito. 

Pesquisei na internet e descobri que o livro vem através de um blog "Clube da Insonia", onde o autor costumava postar suas ideias através das palavras e pelo que entendi as postagens eram normalmente feitas justamente nas madrugadas, por isso o nome do livro.

O mesmo é dividido em duas partes, uma são esses pensamentos que surgem no meio da noite e ele precisava expor, e a outra são assuntos mais cotidianos. 

O livro é lindo, com algumas particularidades, para começar ele tem muitas ilustrações. Queria mostrar todas para vocês, mas prefiro deixá-los curiosos para darem uma pesquisada ou até adquirirem a obra, o que realmente recomendo. O livro também intercala páginas amarelas para leitura e pretas que informam a mudança de histórias, assim se consegue destacar mais ainda a mudança de texto. 

Sem contar que a capa é linda e na minha opinião é baseada na escultura "O Pensador que é uma das mais famosas esculturas de bronze do escultor francês Auguste Rodin. Retrata um homem em meditação soberba, lutando com uma poderosa força interna", e nesse caso representado por um demônio, que são nossos pensamentos mais macabros ou profundos, afinal por trás de todos existem segredos e pensamentos inapropriados.


"Existe amor, compaixão, esperança.
Mas nada é tão inspirador quanto a chegada de uma criança.
Terá uma trilha inteira, páginas em branco a serem preenchidas pela frente.
E qual será o futuro que deixaremos de herança?
O que estamos fazendo por essa gente?"

Acho que na outra encarnação me privaram das palavras.Sinto tanta necessidade de falar, que as vezes creio que carrego comigo um trauma de outra vida.Tenho que me controlar mesmo!Preciso parar de dar explicações para tudo, de tentar responder a todos.
O que dizer da solidão?De ficar atento a todos os movimentos na calçada.De ver um filme antigo e dar risada.De ligar para alguém as duas da madrugada e não dizer nada. 
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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Resenha A Sereia de Kiera Cass.


Título: A Sereia.
Autora: Kiera Cass.
Editora: Seguinte.
Número de páginas: 328.
Ano de lançamento: 2016.
Compras da Cath`s.

Sinopse:
Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar pois a voz da sereia é fatal , logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.

Opinião:

O livro começa com um naufrágio no navio em que Kahlen se encontra. O acidente na verdade é causado por sereias, que cantam atraindo as pessoas para o mar.

Acontece que é proposto para Kahlen que invés de se afogar com os tripulantes, incluindo sua família, vire uma sereia e trabalhe por cem anos para a Água. Após esse tempo poderá viver sua vida como humana, sendo a memória anterior retirada de si.

Nessa obra temos uma visão diferente de sereias. Elas não tem caudas, são humanas, mais lindas que o normal, que  conseguem viver e respirar dentro da Água.

Após a introdução, o livro passa a narrar a vida de Kahlen quando faltam vinte anos para seu tempo acabar.

Ela vivia com suas irmãs sereias chamadas Miaka e Elizabeth em Miami e passeava pela faculdade, principalmente, pela biblioteca. Assim, é na biblioteca que ela conhece Akinli. 

Antes, necessário explicar que Kahlen não mantinha muito contato com humanos, pois eles não podiamm ouvir as vozes das sereias sem desejarem se entregar a Água.

Então, para surpresa de Kahlen, Akinli não se assusta quando vê que ela não fala e depois de mais um reencontro, marcam um outro para fazerem um bolo.

É meio óbvio que vai rolar um romance entre os dois, mas para sorte dos leitores Kahlen não é aquelas protagonistas alienadas e reconhece o perigo que é se envolver com um humano no quesito romance.

A partir disso, vão acontecer várias coisas e você vai entrar de cabeça nessa história da Água. E acreditem, no livro a Água conversa com as sereias.

Em resumo, gostei da obra, só achei o começo um pouco arrastado, mas depois que passa essa parte a leitura flui.

A capa é linda, mas nem preciso dizer isso né? Antes de comprá-lo, quando vi na internet, já achava ela linda.


- Fico feliz de você ir para algum lugar além da biblioteca e do parque, mas não sei se está se arriscando de verdade se for só pra ficar sentada.

Carinhas felizes. Ele mandava várias. Se viessem de qualquer outra pessoa, seriam ridículas, mas eu tinha certeza de que, se ele mandava uma, era porque estava sorrindo de verdade.

Tentei não pensar no próximo canto, que já estava chegando. Eu conseguia sentir a dor dEla, uma dor de fome. Wla aguentaria o quanto pudesse, por nós, mas não demoraria muito.

A Água me levou tão fundo que a ansiedade da morte era esmagadora. Na tentativa de afastar o pânico crescente, pensei em Akinli, na certeza de que ele acordaria e ficaria bem. Relembrei cada detalhe do nosso dia, desejando que a bondade dele fosse a última lembrança que eu levasse para o túmulo.

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terça-feira, 15 de maio de 2018

Resenha Confissões de Kanae Minato.


Título: Confissões.
Autora: Kanae Minato.
Editora: Vestígio.
Número de páginas: 176.
Ano de lançamento: 2017.
Cortesia da editora.

Sinopse:
Seus alunos mataram sua filha. Agora ela quer se vingar. O mundo da professora Yuko Moriguchi girava em torno da pequena Manami, uma garotinha de 4 anos apaixonada por coelhinhos. Agora, após um terrível acontecimento que tirou a vida de sua filha, Moriguchi decide pedir demissão. Antes, porém, ela tem uma última lição para seus pupilos. A professora revela que sua filha não foi vítima de um acidente, como se pensava: dois alunos são os culpados. Sua aula derradeira irá desencadear uma trama diabólica de vingança. Narrado em vozes alternadas e com reviravoltas inesperadas, Confissões explora os limites da punição, misturando suspense, drama, desespero e violência de forma honesta e brutal, culminando num confronto angustiante entre professora e aluno que irá colocar os ocupantes de uma escola inteira em perigo. Com uma escrita direta, elegante e assustadora, Kanae Minato mostra por que é considerada a rainha dos thrillers no Japão. Você nunca mais vai olhar para uma sala de aula da mesma maneira.

Opinião:

Confissões é um livro um pouco perturbador.  Aparentemente, as coisas no Japão funcionam de maneira diferente daqui e comecei a ficar com receio desse formalismo forçado que transparece na obra.

O foco da história é uma turma que tinha como professora Yuko Moriguchi. Nessa turma havia dois alunos em especial, o Naoki e o Watanabe. Esses dois estavam magoados com a professora, um porque ela não lhe auxiliou quando pediu e outro porque ela não deu muita importância para sua invenção.

Então Watanabe tem uma ideia e se aproxima de Naoki, convencendo-o a escolher uma vítima. Naoki escolhe a filha de Yuko, Manami. Assim se forma o plano de que quando Manami fosse na quadra de esportes da escola dar comida pela cerca para um cachorro eles entregarem uma bolsa que iria dar um choque na garotinha. Ocorre que Watanabe planejou uma choque para matá-la.

Quando o plano, em parte, da certo, Watanabe vai embora e deixa Naoki com o corpo de Manami. Naoki para se safar do crime resolve jogar o corpo na piscina. Acontece que a menina estava viva e o que a matou foi o afogamento e não o choque.

Por conseguinte, quando Yuko descobre tudo ela não fica nem um pouco feliz, é óbvio, e resolve se vingar. Conta toda a história para a turma e diz que colocou sangue com HIV no leite de Naoki e Watanabe, bem como que está se retirando do colégio.

O livro começa com o ponto de vista de Yuko, mas depois passa para os dos seus alunos e vai mostrando a visão deles do acontecimento, bem como o desenrolar de tudo que acontece depois.

Não tenho uma opinião bem formada sobre esse livro, mas posso dizer que desde o início detestei Yuko. Para ela todo o sistema é falho e isso justifica sua vingança pelas próprias mãos. Imagine se todos fizéssemos isso, as injustiças multiplicariam. Sem falar que ela não tem talento nenhum com crianças e eu odiaria deixar filhos com ela. 

Naoki e Watanabe também não se safam. Um é mimado e não sabe lidar com a família que é perfeitinha e outro não se recuperou do abandono, mas invés de encarar armou toda uma confusão desnecessária e que tirou a vida da única do livro que pareceu valer a pena: Manami.

Fiquei com uma imagem bem ruim do Japão, se o livro segue a realidade. E, honestamente, a palavra que melhor descreve a obra é perturbador.

Como é um livro curtinho você termina de ler logo e a leitura, em questão de escrita, é fácil. O problema é todos os transtornos dos personagens. Realmente me aborrece que existam pessoas que nem eles, que pensam somente em si mesmos.

Minha dica é essa: se quer um livro perturbador, que vai te deixar desconfortável,  procure esse.

Manami me perguntou só uma vez sobre o pai. Eu disse que ele trabalhava muito, que trabalhava tanto que não conseguia visitá-la. O que, no fundo, não era mentira. Depois de abdicar do direito de ser o pai de Manami, ele se afundou no trabalho como se o resto de sua vida dependesse disso. Mas o sacrifício dele acabou não fazendo sentido nenhum. Manami não está mais com a gente.

Ele não apareceu na escola no dia seguinte, nem no outro. Mas para nós, a ausência dele era natural - tão natural quanto o fato de fingirmos que Shuya não existia, mesmo ele estando conosco. Parecia a melhor solução naquele momento.

Meu marido disse que devíamos contar tudo para a polícia. Ele enlouqueceu? Falei que Naoki seria acusado como cúmplice, mas, para ele, era o correto a fazer, inclusive para Naoki. Aco que é o melhor que podemos esperar de um homem - um pai - nesse tipo de situação, e nesse ponto comecei a me arrepender de ter contato a história para ele. Como sempre, cabe a mim cuidar de Naoki.

Será que foi suficiente? Será que vão desconfiar de mim? E se eu sair correndo e não contar para ninguém? Quando alguém é eletrocutado, eles procuram alguém para culpar. Não ia demorar para chegarem a Watanabe, e se vierem até mim...

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domingo, 13 de maio de 2018

Resenha O Último Adeus de Abbi Glines.


Título: O Último Adeus.
Série: Rosemary Beach.
Autora: Abbi Glines.
Editora: Arqueiro.
Número de páginas: 224.
Ano de lançamento: 2017.

Sinopse:
River Kipling, mais conhecido como Capitão, está em Rosemary Beach para montar um restaurante de luxo para seu patrão. Dono de um passado sórdido e de um presente misterioso, ele não vê a hora de concluir o trabalho e ir embora da cidade para realizar seu sonho: abrir um negócio próprio à beira-mar num lugar onde ninguém tenha ouvido falar dele. Mas, quando Capitão conhece Rose Henderson, sua ânsia de partir de repente fica em segundo plano. Há algo na risada dela que é familiar demais, e o modo como ela olha para ele o faz lembrar de alguém importante que perdeu há muito tempo. No entanto, a única coisa que Rose revela é que é uma mãe solteira que trabalha duro para sustentar a filha. Enquanto tenta desvendar os segredos da linda ruiva de óculos engraçadinhos e curvas estonteantes e entender por que ela mexe tanto com seus sentimentos, Capitão precisa fugir da marcação cerrada de Elle, a ex-namorada que não mede esforços para afastá-lo de Rose. Ao mesmo tempo, tem que encarar os fantasmas de seu passado para se tornar um homem melhor e construir um futuro do qual possa se orgulhar. Nesta sequência da série Rosemary Beach, Abbi Glines mais uma vez escreve uma narrativa ardente e emocionante. Com personagens verossímeis e heróis imperfeitos, O último adeus fala sobre o inesgotável poder de transformação do amor.

Opinião:

Em "O Último Adeus", Capitão se encontra em Rosemary Beach temporariamente enquanto organiza a abertura de um restaurante, mas planeja assim que possível ir embora em seu barco.

Ocorre que ele contratou como funcionária Rose Henderson, que na verdade é Addy, alguém do seu passado que está analisando se ele é digno de voltar para sua vida.

Dessa forma, para passar despercebida, Addy mudou a cor dos cabelos e colocou óculos, contando que os anos afastados impediriam que River (nome verdadeiro do Capitão) a reconheceria.

Porém, aos poucos a presença de Rose começa a fazer Capitão se lembrar cada vez mais de Addy, o seu amor de infância que mudou toda sua vida, o que gera certas briguinhas entre ele e os funcionários, principalmente com o chefe da cozinha que tem uma paixonite por Rose.

Logo no início do livro fica claro que Addy voltou, pois teve uma filha com River, e quer saber se vale a pena deixar ele entrar na vida da criança. Além, é claro, de ainda amá-lo.

Já posso antecipar que a história dos dois é bem triste e que não foi culpa deles ficarem separados tanto tempo, ao menos não propositalmente.

Contudo, no decorrer da obra eles vão ter que esclarecer os maus entendidos e ainda ver se Addy conseguirá aceitar o passado recente de Capitão e as mortes que este carrega.

Este é um livro que não tem tantas cenas de sexo quanto o normal da autora, o que eu sempre gosto, pois às vezes as cenas ficam bem repetitivas.

Ainda, como tem que ser explicado todo o passado dos dois, existe vários flashbacks, alguns bem fofinhos, mostrando como crianças/adolescentes podem ser inocentes mesmo vivendo em meio ao caos.

Também existe cenas fofas, considerando que Franny, filha de River e Addy, ainda é criança. Mas não se preocupem, pois como todos livros da Abbi que já li, o romance está sempre presente.

Pessoalmente, gostei do livro, achei uma leitura fácil e fofinha, embora às vezes ache que Abbi exagera na ficção e peca em convencer os leitores de algumas coisas.

Por fim, bom lembrar que a letra é grande, sem exageros, então o livro é rapidinho de ler, sem ter que forçar a visão (e olha que tenho a mania de não ligar luzes quando vou ler, acho que meu extinto de livros de vampiro permanece, pois não curto muita luz ligada não, haha).



Eu me levantei, respirei fundo e tentei acalmar meu coração acelerado. Em seguida, tirei os óculos e coloquei sobre a mesa. Não fazia sentido usá-los agora. Quando vim para cá, sabia que esse dia chegaria. Havia me preparado para isso por diversas vezes nos últimos anos. Mas, agora, me dei conta que a gente não consegue realmente se preparar para algo assim.



Deixar Rosemary Beach não era mais o plano. Aceitei isso na mesma hora. Ter tempo para poder ficar com Franny e Addy era a minha prioridade. Queria apresentá-las a minha irmã e trazê-las para o meu mundo. Mas Addy precisava de mais coisas antes disso. Ela não era mais a mesma garota confiante que me procurava para qualquer coisa. Meu peito doía só de pensar. Eu queria aquilo de volta. Queria que ela olhasse para mim como se soubesse que eu tornaria tudo melhor. Sabia que ela era forte. Meu Deus, ela já tinha provado isso pela forma como havia sobrevivido e criado nossa filha. Ela era tão mais forte do que eu imaginava...



Eu não deixaria que ele a magoasse também. Havia permitido que ele entrasse no mundo dela, e ele seria o que ela precisava. Eu me certificaria disso.

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